<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-31135478</id><updated>2012-01-24T10:11:26.240-03:00</updated><category term='homofobia'/><category term='paraíba'/><category term='nietsche'/><category term='cassio cunha lima'/><category term='gransci'/><category term='dines'/><category term='linotipos'/><category term='nikolais'/><category term='música'/><category term='jornal do brasil'/><category term='sorel'/><category term='egas moniz'/><category term='política'/><category term='nelson motta'/><category term='gnose'/><category term='alagamar'/><category term='capitão nascimento'/><category term='diagnose'/><category term='wigman'/><category term='bombas de gás'/><category term='capital inglês'/><category term='cunningham'/><category term='rolling stones'/><category term='graham'/><category term='estado'/><category term='ailey'/><category term='ladrão'/><category term='ideologias'/><category term='paraguai'/><category term='noênio spínola'/><category term='observatório de imprensa'/><category term='solano bastos'/><category term='balzac'/><category term='marx'/><category term='advogado'/><category term='ronaldo cunha lima'/><category term='focault'/><category term='tele~tipos'/><category term='burity'/><category term='cinema'/><category term='U2'/><category term='vereadores joão pessoa'/><category term='cooer'/><category term='ricardo coutinho'/><category term='hawkins'/><category term='secertário de segurnaça'/><category term='klaus vianna'/><category term='crônica'/><category term='balanchine'/><category term='caxias'/><title type='text'>hayquetenercojones</title><subtitle type='html'>aqui artigos publicados e/ou censurados na minha existência bissexta no jornalismo. o bissex deve ter a ver com a minha atuação na imprensa e na publicidade. aparente contradição que forjaria a síntese? enfim, blog de um jornalismo que sempre andou pela bola sete.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>celso muniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10471824648584635403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img131.exs.cx/img131/1483/myface28og.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>22</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31135478.post-7002657074620233156</id><published>2011-12-29T07:59:00.000-03:00</published><updated>2011-12-29T07:59:31.778-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nelson motta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>miopia crítica</title><content type='html'>o exercício da crônica, no panorama do jornalismo brasileiro, foi  sempre visto como atividade menor, como "menor" é vista a crônica como  gênero literário. imprensada entre sua indefinição, quanto aos limites  de sua similitude, entre o universo do conto, e a fantasia das novelas,  por conta da sua "falta de espírito", mais realista em sua invenção, foi  sempre neglicenciada como modo de abordagem pertinente a assuntos mais  "sérios". salvo a intervenção de espíritos mais abertos, sua produção e,  principalmente, sua abordagem crítica, ou mesmo a abordagem sob forma  de despretencioso registro, foi varrida das páginas literárias do país,  notadamente no círculo literiário, em que a inteligentzia (ou  burritizia), ocupa vaidosamente o ofício. resta pois a lembrança de  fernando sabino, rubens braga o C.D.A., como artíficies de croquete  demasiado romantizado em sua produção, perpetuando-se amnésia a demais  autores do gênero, bem como o esquecimento, quanto as suas  possibilidades de invenção, que não o saldo negligenciado de uma  produção percebebida como intervalo das calosidades do batente ou  sobremesa de outras meditações, se as "honras do ofício" das demais  produções da prosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;entretanto a desonra não pára aí.  ái de nós, cronistas, objetos de, e cronomusicófilos, se o patinho  feio(a crônica) tem outro míster senão exatamente como música, ela: a  música. tememos que, apesar dos espíritos abertos as crônicas, estes,  muxoxeiam, se estas(as crônicas) descobrem, vem a ser sobre o universo  musical brasileiro, notadamente dos últimos quinze anos. conseguiremos  inscrever-mo-nos, em meio ao espaço ricamente cultivado de outras  loquacidade críticas ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se respondida a pergunta, virá à  tona estranhamento ante a "sobranceira" crítica musical praticada na  imprensa pernambucana. ausência completa de elementares sucos gástricos  para esta digestão e posterior expelimento, seja desde os proeminentes  engasgos lukacsianos, a uma crítica dita criativa - e não didática de  ismos e istmos de outros interesses - que levem em conta uma semanálise  que não fique à reboque dos fatos. registro que veiculado no espaço  jornalístico atual, de há muito tempo, releases, aspeados sob o  comodismo trambiqueiro de colunistas brilhosos ? nem ao menos no  forjamento de seus pseudônimos compactuados a seus prenomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a  primeira característica de nelson motta é o seu quê de ar juvenil e sua  paixão sobre aquilo que aborda - necessária à crônica mesmo nos velhos  mestres, quiçá pudéssemos ainda contam com a quinta-essência de renato  carneiro campos - mantida através do exercício crítico de linguagem, e  crítico não somente como traduzem os títulos- de música- mas de  costumes, cultura, ou melhor dizendo, do que fosse humano através da  escrita lançada à linguagem musical. a falta de ranço, o fígado bendito,  eis a maior qualidade do nelsinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;carta das paixões e  das ausências abre o livro e é prenúncio de algumas lições. nelson  motta adverte e ensina" detesta quando o chama de crítico musical, pois  não pode ser ao mesmo tempo o que fiscaliza e o que ama". saída pela  tangente ? motta reconhce que seu ofício exige umpoucao de calma e um  minuto de alma, vibrante e entusiasmado com a possibilidade de escrever  sobre o que ama, o que decerto ele faz sem a petulância de tarik de  souza, a decoreba adjetiva de ezequiel neves, a melosidade irada de ana  maria bahiana, ou a suprema pretensão escolarizada de sílvio lancelotti.  dento da "humilde" possibilidade das crônicas, aqui e alí, nelson motta  vai desmistificando a boçalidade dos vanguardeiros destrutivistas  vivificando a chama dos artistas brasileiros, principalmente os de sua  geração, golpeada pela queda de jango em 64, renegados pelo "melhor" do  escridurado pensamento que habita redações e cercanias, dominadas, , ora  com uma academicismo crônico, impostado ao desprezo no tratamento das  questões ora divididas e irmanados em inoperância entre a porra-louquice  viscosa e a babaquice corrosiva da ciranda engagê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é  imperativo ainda acrescentar que escrever bem é sobretudo fugir a  monolítica tábua da verdade utilizada pela crítica. urge que esta seja  feita numa lingaguem inter-e-entre-la(n)çadora, dispondo-se a abordagem  múltiplas, que revelam não só sinal de inteligência, mas de  honestidade,a boa prática nas análises das diversas produções do gênenro  humano. é muito tímido ainda, o vocabulário semântico dos profissionais  da crítica, que só se preocupam com os referencias estéticos e teóricos  em voga, esquecendo-se do rico filão da metáfora e da tranposição  artística, que descreve e aprofunda de maneira muit mais esclarecedora  -e por vezes estarrecedoras - o movimento, dia sim crônico e dia sim não  , das mentes e corpos no planeta do humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;música,  humana música, promete isso, crônicas. não fenomenais revelações em sua  leitura, mas inúmeras tentativas de se declarar com tamanho amor ao  ofício. sem transas escuras ( don´t deal with darks things, como diz bob  marley)mas dizendo de forma bonita as idéias que existem em confusão  nos corações anônimos de todos os cotidianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;música,  humana música. jornalismo, crônicas sobre músicos e música popular  brasileira e etc. nélson motta. ed. salamandra. 1980. 132 pg. Cr$  200,00.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(publicado originalmente no caderno de  literatura do diário de pernambuco, na sexta-feira, 13 de junho de 1980 e  excepcionalmente reproduzido aqui, uma vez que este espaço dedica-se  majoritariamente a material publicado na net)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31135478-7002657074620233156?l=hayquetenercojones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/feeds/7002657074620233156/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31135478&amp;postID=7002657074620233156&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/7002657074620233156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/7002657074620233156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/2011/12/miopia-critica.html' title='miopia crítica'/><author><name>celso muniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10471824648584635403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img131.exs.cx/img131/1483/myface28og.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31135478.post-9037149396852542554</id><published>2010-11-05T11:40:00.006-03:00</published><updated>2010-11-05T11:58:11.401-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='capitão nascimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ideologias'/><title type='text'>tropa de ibope</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;equiv="content-type" style="font-family: georgia;" content="text/html; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 5"&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face  {font-family:"Cambria Math";  panose-1:0 0 0 0 0 0 0 0 0 0;  mso-font-charset:1;  mso-generic-font-family:roman;  mso-font-format:other;  mso-font-pitch:variable;  mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-unhide:no;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:""; 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Brecht&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;    &lt;p class="MsoNormal" face="verdana"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;O  capitão Nascimento é o cara. É o herói da vez na&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;terra  dos heróis sem caráter. E olhe que já tivemos muitos. Fascista? Caxias,  dizem alguns historiadores, mandou espalhar o virus da cólera no rio  Paraguai, como se não bastasse o infanticídio dos niños combatientes,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;pequena quase divisão de crianças de pouco mais de  dez anos– que não faziam tráfico -&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;trucidadas  como se fossem paraguaios de muamba.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="verdana"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial;"&gt;Tropa de elite é um filme para dar Ibope,  alguém tem alguma dúvida? produto de circunstâncias, e de um momento  histórico, completamente desfavorável à vida mas favorável a nacional  “industria” cinematográfica bandida, que sempre viveu de banidos da “luz  vermelha”, tipos marginais, bundas femininas idem, mais cuja  onisciência nunca foi tão paroxística em sua objetividade na vox tornada  populi dos nossos homens de preto, versão gurka tupiniquim,  apologizados num estado de Rio de Janeiro de sitio, onde o Bope age como  roncinante provedor da ordem desestruturante, a serviço de interesses  de um sistema que sempre se alimenta mais do que expele do que daquilo  que engole.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;A película provocou  catarse de um sentimento de prós e contas que alguns dizem não mais que  cuspe de um catarro crônico nacional, principalmente em torno de mesas  de discussão semi-futebolística - parte de um estado de masturbação  coletiva já preconizada por um certo ministro acima do peso. O  voyeurismo favélico finalmente deixou de ser o barracão de zinco e as  cadeiras da mulata, de um morro idealizado à Herivelto, até mesmo quando  Carlos Lacerda mandou? tacar fogo, não de metralha, mas de querosene  Jacaré, para livrar-se dos prolegômenos da favelização, onde o grande  mal era a lata d´ água no quadril e o pôule do jogo do bicho na cabeça,  imagem agora perdida a bala. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="arial"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial"&gt;É difícil ter consciência social onde não há  consciência do que é consciência, quanto mais social, apesar de todo um  discurso socializante. O social é parte de há muito já desparafusada de  um sociedade onde o estado politico de espírito prenuncia a barbárie  como ápice da civilização atingida pela renúncia da alma solidária e  conexa a este mesmo corpo social.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Estabelece-se a  confusão entre princípios de solidariedade e consciência de classe num  embate que alimenta de cabo a rabo deste pais ideologias de  ação-não-ação-de-ação, nenhuma delas minimamente preocupada com a  sorte(ou morte) transformadora dos atores sociais subalternos que  inspiram atuação no filme em todos os papéis.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Se, como, disse&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Nietzsche,  quem combate monstros deve tomar cuidado para não se tornar ele próprio  um monstro, a imprensa nacional pelo tratamento dado ao filme tornou-se  ela própria monstruosa. E nisto somos todos, jornalistas-espectadores,  “alemãos”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;(publicado no semanário  contraponto, joão pessoa-pb, na ocasião do lançamento do tropa de elite 1)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31135478-9037149396852542554?l=hayquetenercojones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/feeds/9037149396852542554/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31135478&amp;postID=9037149396852542554&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/9037149396852542554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/9037149396852542554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/2010/11/tropa-de-ibope.html' title='tropa de ibope'/><author><name>celso muniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10471824648584635403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img131.exs.cx/img131/1483/myface28og.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31135478.post-8347979684594220251</id><published>2006-11-05T09:10:00.000-03:00</published><updated>2006-11-05T09:12:25.879-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='observatório de imprensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rolling stones'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='U2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dines'/><title type='text'>visto de entrada e saída</title><content type='html'>"Gosto não se discute: 1 milhão de pessoas podem se acotovelar em Copacabana para ver um quarteto de velhotes fingindo de adolescentes. Outro tanto se mortifica para assistir às exibições do U2 em São Paulo."&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;alberto dines, no observatório da imprensa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;há muitas maneiras de envelhecer. e de fingir.&lt;br /&gt;alberto dines, parece ter escolhido a pior delas: a ranzinzinice que se finge percuciente e observadora dos costumes, mas que é apenas baba nas barbas de uma clarividência pretensamente apoiada na sabedoria dos longevos.&lt;br /&gt;o mesmo comentário, se aplicado a ele - um senhor velhote, já agora, a fingir-se, por tal texto, de jornalista onisciente e onipresente, por certo aplicar-se-ia melhor a quem por ranço, bateu um guide-line fora do beat. e que por isso mesmo, demonstrou não levar o menor jeito para fingir-se seja lá do que for, até de morto, se for o caso.&lt;br /&gt;dines, parece julgar-se, não é a pedra de toque do jornalismo faz tempo. e nisso ele afina-se com os rolling stones.&lt;br /&gt;a diferença, é que os stones, ao contrário do alberto, não se levam a sério há muito tempo, se é que se levaram algum dia.&lt;br /&gt;pelo menos nisso ele deveria seguir-lhes o exemplo. isso poderia dar-lhe alguma sobrevida e mais pegada quando escorregasse no limo criado em torno de sí.&lt;br /&gt;(comentário enviado ao próprio).&lt;br /&gt;(originalmente publicado no cemgrauscelsius.blogspot.com e aqui publicado excepcionalmente)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31135478-8347979684594220251?l=hayquetenercojones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/feeds/8347979684594220251/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31135478&amp;postID=8347979684594220251&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/8347979684594220251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/8347979684594220251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/2006/11/visto-de-entrada-e-sada.html' title='visto de entrada e saída'/><author><name>celso muniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10471824648584635403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img131.exs.cx/img131/1483/myface28og.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31135478.post-4623710831829538792</id><published>2006-11-03T21:51:00.000-03:00</published><updated>2006-11-03T14:15:51.707-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='egas moniz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gnose'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cooer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nietsche'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='focault'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diagnose'/><title type='text'>loucura &amp; política</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“ todos os homens loucos são dissidentes políticos”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;não há porque insistir na reiteração de duvidas: a &lt;em&gt;diagnose&lt;/em&gt; quer assassinar a &lt;em&gt;gnose&lt;/em&gt;. no brasil, onde pelo menos 10 por cento(aproximadamente 12 milhões de habitantes) é aguilhoada com o estigma de ser desajustado mental, não é só a psiquiatria, mas o confabulário ideológico-político-científico-médico que tem de ser posto em questão. até quando insistiremos na mais insana das políticas, que é ignorar as vozes da loucura ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a &lt;em&gt;história da loucura na idade clássica de foucault&lt;/em&gt;, tornou publicamente incontestável que, através do nascimento da clínica, a fabricação do estigma da loucura secularizou de maneira “civilizada” possibilidades concretas de interdição. a produção da loucura e sua antítese, a normalidade burguêsa, passou a ser a verdadeira função política da medicina nesse campo. o indivíduo era(é) interditado, conforme a necessidade de controle social, cada vez mais sacralizado na mão dos açougueiros do comportamento, modalidade sofisticada do exercício hipocrático da máfia de branco. deste modo consumou-se a perpetuação da condição dos passageiros da narrens chif. hoje errantes, em terra, soltos(?) em enganoso espaço bem mais circunscrito que as grades do hospital psiquiátrico, reproduzindo-se na inutilidade social gerada pelo regime político que subvenciona o manuseio combinado do bisturi ao arsenal químico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;os loucos não são simplesmente lunáticos, ou como se os representam estereotipadamente, misto de assassinos visionários com idiotas epiléticos.&lt;/strong&gt; todos os homens loucos são dissidentes políticos. a afirmação &lt;em&gt;cooperiana&lt;/em&gt; foi desde cedo apreendida, infelizmente, pelos governantes. toda loucura é delusão política, adverte cooper nos escritos de linguagem da loucura. não são poucos os autores que tornaram esta verdade óbvia, evidentemente em círculos restritos. o surgimento da idéia da antipsiquiatria como entendimento político-socializante da linguagem da loucura, é o comportamento “insano “ à “lucidez” da descoberta do fascista português, &lt;em&gt;egas moniz&lt;/em&gt;, que recebeu o prêmio nobel pela invenção da lobotomia, em 1931, e que foi assassinado por uma de suas vítimas – única lobotomia bem feita segundo cooper.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a profissão de relojoeiro de ideologias não é fácil. &lt;em&gt;cooper, laing, castel, basaglia,&lt;/em&gt; são execrados a toda hora pelos adeptos do &lt;em&gt;value free,&lt;/em&gt; a mitificação da ciência como inocente cordão panacéico. para quem é leitor de, e não about, são bastantes significativas as palavras de&lt;strong&gt; lênin, em as três partes constitutivas do marxismo, de 1913: “ a doutrina de marx suscita no mundo civilizado a maior hostilidade e ódio de toda ciência burguêsa(tanto oficial, quanto liberal) que vê no marxismo qualquer coisa como “ uma seita de malfeitores”. não se podia esperar outra atitude , pois numa sociedade fundada na lua de classes, não será possível haver ciência social “imparcial”. toda ciência oficial e liberal defende a escravatura de um modo ou de outro, enquanto que o marxismo declarou guerra implacável a esta escravatura. pedir uma ciência imparcial numa sociedade fundada sobre a escravatura assalariada é uma imagem tão pueril como pedir aos fabricantes para serem imparciais na questão de saber se convém ou diminuir os lucros do capital para aumentar o salário dos “operários”&lt;/strong&gt;. para que estas questões” teóricas” não fiquem no vácuo que suscita a vermelhidão espumante, apliquê-mo-la de imediato ao quadro da indústria automobilística; à confirmação da preocupações, que também não são à toa, acerca das possibilidades do columbia(ônibus espacial)seja um protótipo de lança mísseis de alcançe total. em se tratando das psicociências, sabemos que a maioria dos teses são classistas,sexistas,etc., para não se falar do significado real dos neurolépticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;antes que vozes demagogo-democráticas urrem, proclamando nossa parcialidade pró-moscou(como se tudo que é “do contra” viesse de lá), acrescentariamos que, em matéria de técnicas de lavagem cerebral, EUA &amp;amp;URSS, abusaram e abusaram-nos no curso da história, cabendo contudo aos países capitalistas a dose maior de hipocrisia, negaceando a questão de sua aplicação, atribuindo a seus inimigos seu uso constante. seria oportuno relembrar que só recentemente o governo inglês eliminou as técnicas de privação sensorial, conservando-as, entretanto, para auto-aplicação em seus agentes. e nada melhor para encerrar o parágrafo do que reticências meditativas sobre como o cone sul, onde os governos de uruguai,chile,argentina, etc,absorveram radicalmente tais técnicas. vem a calhar esta semana(15/06/81) a estréia(sete anos após, “ a conta de mentiroso”)de estado de sítio, de &lt;em&gt;costas gravas&lt;/em&gt;(diretor de Z), película com referências explícitas, por isso mesmo amputada em uma metro e meio(algumas legendas, e a cena de tortura sob os pés do auriverde pendão, além da mala com a inscrição made in brazil).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;voltando a loucura, o conceito de normalidade impõe necessidades em vez de as reconhecer. a loucura é uma propriedade social que nos foi roubada, tal como a realidade de nossos sonhos e de nossas mortes(alguém se lembra da história da morte no ocidente, de philippe ariês?). temos de as recuperar, de modo que se tornem criatividade e espontaneidade numa sociedade transformada. para o louco não interessa que o inconsciente seja estruturado como linguagem. é a linguagem que deve ser estruturada com o inconsciente. a loucura é a desestruturação das estruturas alienadoras das existência e o “ sintoma esquisofrênico” de idéias semeadas em nossa mente consitui uma autêntica compreensão desta alienação. &lt;strong&gt;“ a loucura existe como uma delusão que consiste em realmente enunciar uma verdade indizível numa situação infalável(cooper)”.&lt;/strong&gt; a luta da antipsiquiatria é a defesa para que o comportamento profundamente pertubador, incompreensível “ e louco” seja incorporado na sociedade global e nela disseminado como uma fonte subversiva de criatividade, de espontaneidade, de não doença. a não existência da esquizofrenia refere-se simplesmente ao não estabelecimento concreto de uma entidade nosológica no sentido comum: coleção mais ou menos classificada de signos, objetivos e sintomas. decerto, isso não significa uma argumentação a favor de uma etiologia social ou socio-psicológica de esquizofrenia enquanto oposta a uma orgânica ou como parte de uma complexa etiologia envolvendo todos os fatores em grau variável. o que é preciso, é respeitar a loucura como um modo diferente de ser e conhecer, sem hipostasiála, o que é verificável quando da abordagem da idéia que se tem sobre o processo criativo dos artistas, que da loucura necessitam para a sua poiésis, se a assim a querem lívre e contínua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;não queremos ser como nietzsche, que enlouqueceu em busca de um punhado de pessoas a quem pudesse falar e que assumissem pensar um pouco como ele&lt;/strong&gt;. o elogio da loucura é a antítese às “ operações limpas “ que nos transformam em anômalos, cyborgs, o que de certo não agrada aos defensores do sistema produtivo que só nos defende enquanto correias de transmissão “ não esgarçadas “.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o problema da humanidade, é que ela é humana demais. pessoalmente, sinto-me como o “ esquizofrênico” de &lt;em&gt;price,&lt;/em&gt; que declarou: ouvi vozes dizerem: ele está consciente da sua vida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sem transformação dos parâmetros que conduzem esta sociedade, nunca haverá uma psiquiatria nova, mas sempre opressiva. o único abuso da psiquiatria a ser abolido, é realmente seu proprio uso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;resta-nos pois, a “loucura” de nós todos para impedir a morte do revolucionário que existe em cada um de nós.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;texto integralmente publicado no panorama literário do diário de pernambuco, em 10 de julho de 1981, e no suplemente correio das artes, de a união, em 16 de agõsto do mesmo ano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31135478-4623710831829538792?l=hayquetenercojones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/feeds/4623710831829538792/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31135478&amp;postID=4623710831829538792&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/4623710831829538792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/4623710831829538792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/2006/11/loucura-poltica.html' title='loucura &amp; política'/><author><name>celso muniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10471824648584635403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img131.exs.cx/img131/1483/myface28og.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31135478.post-7344396878396098732</id><published>2006-10-25T00:58:00.000-03:00</published><updated>2006-10-25T01:02:50.074-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='solano bastos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='capital inglês'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paraguai'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caxias'/><title type='text'>a inversão do genocídio no dever de casa</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;genocídio americano – a guerra do paraguai – júlio chiavennato – brasilense&lt;/span&gt; - segunda edição – 188 pp – Cr$ 130,00.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;após o final da guerra(1865/1870) mais de cem anos de mentira e nebulosidades sobre o quase extermínio de uma nação contínua - através da proibição não apenas formal a pesquisas mais instigantes ao acervo da guerra do paraguai, capturado principalmente em cerro corá e assunción - desta vez sob as patas da cavalaria econômica/cultural dos vencedores que inicia seus primeiros exercícios de campo nas articulações vitais do dever de casa(a capa de sílvio dworecki é a alusão perfeita ao fato), investindo-se sob a ação de canetas pontiagudas, num nacionalismo xenófobo que a pequenos traços deforma, e formula a caminho da irreversibilidade, a alimentação do orgulho hipócrita de adultos extasiantes com cenas falseadas de episódios históricos e militaristas. conservado no formol do ufanismo deturpado, francisco solano lopez continua sendo apresentado(e a história oficial não abrirá mão, afinal esta guerra determina a patronalidade de duas armas) como sátrapa, sanguinario, comedor de criancinhas no café da manhã, aliás como são representados todos que surjam como re-visão do mundo e assim contrariem o dissoluto absolutismo cultural e a ditatorial/idade política do momento dos vencedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a matança tem prosseguido e continua às avessas, apresentando os paraguaios como bárbaros índios, ignorantes( os de ontem e os de hoje) uma vez que o leitor não tem acesso(e não faz por donde tamanha a cataquese e orgulho medroso ante a verdade) a uma historiografia crítica e sim oriunda de um império que sedimentou conceitos básicos e e opiniões, em troca de favores outros para encobrir as verdadeiras razões e extensões do genocídio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de teixeira mendes, ao coronel bernardino bormann, jesuíno lopes &amp; cia. editores, curitiba, 1897, as anotações corajosas do coronel cunha matos sobre a história da guerra do paraguai de max von versen(livraria editora Itatiaia ltda. belo horizonte, 1976, a probição do “ solano lopez, o napoleão do prata, de manlio cancogni e ivan bóris, civilização brasileira, que foi vetado em 1975, autores têm sido relegados ao esquecimento por sua criticidade histórica o que mostra o combate a toda e qualquer tentativa de revisão histórica que signifique atentado a versão oficial dos vencedores. o turismo da historiografia oficial utiliza o álibi do perfeccionismo para uma análise que não seja a formal. a postulação crítica dos fatos tem sido substituida por números: condições climáticas, horários, quantidade de canhões, comandantes a frente, etc. os relatos de testemunho pessoal são utilizados por historiadores para fazer o apanágio que encubra uma realidade desprimorosa para a política imperial da época e também para o hoje, pois quem se arrisca a “ cometer um crime contra a nacionalidade “. caxias e tamandaré (patronos do exército e marinha, respectivamente) numa posição bem diferente da que fomos acostumados a decorar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o problema não é exigir a cabeça de quem quer que seja, mas, a criticidade quanto ao erigir bustos de duvidosos heroísmos e a humana consciência de que, sendo homens, e numa condição de guerra, algumas ações acabariam mesmo por acontecer. e chega de estoicismo baratos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;também não se trata de inquisitoriar ao avesso uma interpretação formal de historiadores alienados que testemunharam a guerra, ou a escreveram através do relato apaixonado de homens que viveram as batalhas como por exemplo a historiografia de taunay e joaquim nabuco. o problema é a estagnação cultural e a repressão cultural(mesmo em tempos de abertura) que dificulta a revisão histórica que, uma vez não efetuada, ocasiona os desastres que são os livros, principalmente de primeiro e segundo graus, que: ou vem com vagalhões de dias heroicos(“ como se a história fosse feita para se comemorar datas”, em festas sazonáveis) ou, com o anedotário cabraleônico. tudo isso, com o agravante de ser alimentação única e restrita de jovens, num país jovem, de população predominantemente jovem. isto faz pensar seriamente no futuro, já, aqui e agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os adultos, estes foram tão bem catequizados que, muito embora pela aferição primária da comparação geo-política e territorial que gera um zum-zum-zum, afinal o descomunal poderio de brasil, argentina e uruguai de contrapeso, faz qualquer um pensar quando o “terrível” inimgo descobre-se é o pequeno paraguai que despertou outros interesses, daqueles que temerosos por“razões outras” estancam e não fazem por donde. “yo el supremo” de augusto roa bastos, sobre o ditador franca (epifenômeno que iria modificar o panorama do paraguai e chegar a ameaçar os interesses ao tempo de solano lopez) foi traduzido para o brasil pela editora paz &amp;amp; terra. mas um ou outro outro furo(exceto o rombo de chiavenatto) não são suficientes para a introdução à compreensão totalizante dos acontecimentos. livros tais como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“processo a los falsificadores de la história del paraguay &lt;/span&gt;“, atillo garcia mellid, ediciones theoria, buenos aires(1963) ou “ la guerra del paraguay: gran negócio”, leon polmer, ediciones caldén, buenos aires(1968) por certo aprimorariam a visão sobre o assunto se aqui chegassem senão além das citações bibliográficas ou na maleta(finalmente livre?) de algum viandante interessado em alguma coisa a mais “ que las noches cálidas de latino américa “.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;júlio josé chiavenatto mandou ver alguns países da américa latina movido – muito menos – pelo combustível da indignação contra as atrocidades cometidas pelos “corações cristãos do brasil “(e atribuidas em sua totalidade aos paraguaios) e, - muito mais – movido pela indignação contra a escamoteação que a quase totalidade da historiografia brasileira fez, e faz, sobre a guerra do paraguai. por isso, a importância do livro, porque é nas rodas da moto rápida deste paulista, que o paraguai inicia o difícil caminho dentro de nossas fronteiras da revisão histórica e nela rasgam-se sem eufemismos as falsas bandeiras da intocável reluz/au/sência dos preceitos históricos de nosso heroísmo chavão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as resenhas em geral tem-se ocupado de chamativamente destacar fatos como se a intenção fosse um certo revanchismo ou pretensão de atirar lama( tá na moda ?) &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;aos vultos politicos/militares que desfilam nos dezessete capítulos sangrentos e venenosos desta guerra. da contaminação das águas ribeirinhas, por caxias e mitre; da matança dos niños-combatientes a 16 de agosto de 1869 (20.000 soldados brasileiros contra quinhentos soldados e 3.500 crianças de nove a quinze anos) ; do assassinato de 96,50% dos homens paraguaios e 75% do povo; &lt;/span&gt;são chamarizes eficazes a uma abordagem sensacionalista do assunto. mas não é esta a intenção do livro. este comportamento equivale as especulações editoreiras em torno do assunto que, por exemplo, transformaram a tese de doutoramento de 1976, intitulada “ moeda e vida urbana na economia brasileira, rui guilherme granziera, edição hucitec/unicamp, em “ a guerra do paraguai e o capitalismo no brasil “, onde os fatos não colam coisa com coisa, e servem apenas de falso chamariz a um livro, inclusive de qualidade, mas de pretensões outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;muito mais importante e introdutório, além de possibilitar o início de novas abordagens, são os capítulos que circulam em torno do capitalismo do barão de mauá e suas ligações com o capital inglês, papel de mr.washburn; o manuseio das missões diplomaticas, e manuseio dos signatários da tríplice aliança pelos mesmos interesses ingleses; a maçonaria e suas extensões(se bem que a abordagem é apenas noticiosa); a imprensa de guerra( ver o “cabichui” contas as “macaquices”); a composição dos exércitos e a política escravocata de então, etc. enfim, tudo o que prepara a demonstração da verdade que não é nova: o poderio e veneno da&lt;br /&gt;insaciabilidade dos interesses econômicos conduz homens a posições deprimentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as críticas maiores a chiavenatto, além da adjetivação de maniqueísta por todo o lado, são quanto as revisões históricas e defesa dos princípios diante do “modus operandi” que o autor teria efetuado ao deixar essas intenções explícitas no livro. parece-me que o afã pelo livro despertou leitura precipitada e julgamentos nos seus ávidos leitores(os favoráveis, os do contra ainda estão se recompondo, evidentemente não tão rápido como sempre o fazem) que mergulharam nos fatos desprovidos de não “ uma bula de contra-indicações”, mas do distanciamento exigido a tais leituras, isso aos críticos, pois os leitores normais ainda estão ainda baqueados entre a incredibilidade e o como é que pode, se saiu ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para que possamos motocar com chiavenatto, o livro necessita de algum esforço na concatenação de alguns fatos( e não quanto a sua leitura em sí, que pelo contrário, dado a linguagem jornalística, permitem(sem o peso de uma falsa postura histórica que disso precisa para referendar o encobrimento de seus deslizes) uma leitura agradável e excitante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;publicado originalmente no diário de pernambuco, no panorama literário , no domingo 29 de julho de 1979.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nota atualizada: o paraguai na época, era uma nação independentemente econômicamente. uma indústria pioneira, inclusive no setor de armas, com fundições e know-how próprio, sustentava uma população vivendo com qualidade de vida superior a seus vizinhos. a guerra, articulada pela inglaterra, tinha como objetivo acabar com esta mesma independência, procurando esfacelar o estado paraguaio, submetendo-o as regras do capital colonizador inglês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31135478-7344396878396098732?l=hayquetenercojones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/feeds/7344396878396098732/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31135478&amp;postID=7344396878396098732&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/7344396878396098732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/7344396878396098732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/2006/10/inverso-do-genocdio-no-dever-de-casa.html' title='a inversão do genocídio no dever de casa'/><author><name>celso muniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10471824648584635403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img131.exs.cx/img131/1483/myface28og.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31135478.post-4939564032426190354</id><published>2006-10-21T18:53:00.000-03:00</published><updated>2006-10-21T19:01:57.394-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornal do brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tele~tipos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='noênio spínola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='linotipos'/><title type='text'>e agora? vamos embrulhar peixe com o quê ?</title><content type='html'>&lt;div class="blogPost"&gt;           não foi preciso tanto tempo assim para que o jornal como o conhecíamos apodrecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nos anos oitenta, ainda fazia-se jornal com barulho de máquinas de escrever, tele-tipos e linotipos. as redações tinham movimentos peristálticos de outros estômagos e cérebros ainda vivos a espirrar idéias entre edemas de pulmões pau a pau com cinzeiros abarrotados, arrotos de chambaril, e hálito de “ cachaça da boa “ a impregnar a primeira página.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;havia sangue nas páginas policiais, como sempre, mas a violência era quase light se comparada com a de hoje. socialites a dar chiliques juntamente com travestis em plena redação olhados de soslaios por políticos importantes que os anotavam em suas agendas complementavam o quadro aqui e ali salpicados por alguma troupe a procura de divulgação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desse tempo jaz a última lembrança da entrada na bateria da escola de samba da redação do jornal do brasil pelas mãos do noênio spínola, acabado de chegar do seu posto de correspondente em moscou para assumir a editoria de economia, cabendo a mim a sub.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas havia um problema, eu teria de cortar o cabelo. já que passaria a conviver com a inimidade de um poder cabeludo que começava a despertar atenção e a aumentar o número de páginas do caderno já não mais econômico em conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;preferi continuar de cabelo em pé. o que provavelmente foi a maior barriga jornalística que fiz. mas o fiz com uma convicção invejável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hoje as redações são limpas como cozinhas do mcdonald´s e os textos tem sabor de comida congelada. se lá estivesse caberia em mim a touca ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(texto publicado no cemgrauscelsius.blogspot.com em 22 de fevereiro de 2006 e excepcionalmente publicado aqui, já que os textos publicados nos veículos web são publicados no dulcora.blogspot.com)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31135478-4939564032426190354?l=hayquetenercojones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/feeds/4939564032426190354/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31135478&amp;postID=4939564032426190354&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/4939564032426190354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/4939564032426190354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/2006/10/e-agora-vamos-embrulhar-peixe-com-o-qu.html' title='e agora? vamos embrulhar peixe com o quê ?'/><author><name>celso muniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10471824648584635403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img131.exs.cx/img131/1483/myface28og.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31135478.post-5864827275839614378</id><published>2006-10-16T00:20:00.000-03:00</published><updated>2006-10-16T00:25:41.670-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='marx'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='advogado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ladrão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sorel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='balzac'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gransci'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estado'/><title type='text'>razões de uma crítica</title><content type='html'>na formação social brasileira, as faculdades de direito, vêm ocupando um lugar privilegiado. o lugar onde, em especial, a ideologia das classes dominantes se reproduz. prisioneiro do conservadorismo e dominado pelo positivismo, horizontes balouçáveis ao oportunismo, apesar das tinturas de idealismo, o ensino do direito e suas discussções tem se apresentado imune a uma abordagem que revele o conteúdo real do jurídico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que nos ensina o passado? – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;historia magistra vitae&lt;/span&gt; – que em cada época , a ordem estabelecida pretendeu assegurar por via juridica – quando não podia sentava o sarrafo mesmo ! – a disciplina que tinha por adequada à sua perenidade.&lt;br /&gt;um regime solidamente estabelecido e dotado das normas necessárias a sua manutenção pode consentir numa certa evolução do direito, desde que tenha consciência de ser mera etapa da evolução social e se atribua a função e preparar a etapa ulterior( a “abertura”, por exemplo). ao invés, se ele pretende consagrar os privilégios existentes,consentirá apenas,enquanto subsistir, reformas que as circunstâncias(tecidas pela idéia que os governantes tem da correlação de forças) consigam ditar. as estruturas são protegidas pelo arsenal inalterado das leis fundamentais(examinar as alterações de nossos códigos)onde se vem enxertar normas e regulamentos subsidiaries que permitem ou promovem mesmo pequenas reformas, intervencionistas, fraudulentas, apresentadas como inovações revolucionárias. num ou noutro caso, quer o sistema politico se pretenda eterno, quer se apresente como transição organizada,o direito é concebido como um meio de conservar uma ordem determinada. é um meio de força. esta é uma das boas lições, apesar do “sorelismo” que nos dá george sarott em o materialismo histórico no estudo do direito, editorial estampa, lisboa, 1972.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas assim que os ordenamentos e as coações jurídicas deixam de corresponder aos imperativos econômicos-sociais do momento, a contradição provoca a superação do direito formal pelo direito positivo. o direito positivo é aquele que corresponde ao nível real alcançado por uma sociedade no seu desenvolvimento histórico,enquanto o direito vigente é mero aglomerado de coações aribitrárias. esta ótica leva em bom tempo a frisarmos uma corrente que apresenta o estado não como criador do direito mas apenas como seu organizador, em manifesta oposição às posturas germânicas do direito como emanação do por dominante em contradição com outra escola, cujo principal representante é savigny, para quem o direito emana perfeito do seio do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a maioria dos autores modernos aborda a matéria dentro de um quadro premeditadamente formal, chegando a casos extremos de positivismo jurídico, como bem conhecido , e devidamente adotado, hans kelsen, filósofo e jurista, que em sua teoria pura do direito (teoria pura?), saraiva &amp; cia, 1939, são paulo, identifica estado e direito, negando a existência deste fora daquele. isto, motivações ideológicas à bombordo, traz toda uma sorte de perigos, pois enquanto judiciante, o estado possui uma organização destinada a fazer com ele próprio um exercício de dupla personalidade(caso do padre vito miracapillo) tratando-se como parte interessada em determinada situação litigante, mandando o&lt;span style="font-style:italic;"&gt; aliquis non debet esse judeux in causa própria&lt;/span&gt;, pras cucuias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no estado moderno, sujeito a toda sorte de contrafações motivadas pelo interesse das forces econômicas, nada melhor para definir sob a égide do direito, o conceito de justiça dominante, do que as palavras de Edelman: “ a consciência do jurista é uma má consciência, a sua moralidade(por exemplo, o caso de “probição” das revistas eróticas) é uma imoralidade(são os maiores consumidores), a sua ordem pública, a ordem da propriedade privada, a sua “alma”, isto é a ilusão de tomar as relações jurídicas por relações humanas, é a alma de um proprietário e de um rentista, seus conceitos a expressão necessária ao capital”. evidentemente a discussão não se encerra aqui. pede bem mais do que o espaço de simples artigo de jornal. por ora, encerremos o tópico com a pergunta: o que esperar de ideólogos hipócritas(estão sempre ao lados dos poderosos, lembrando-me balzac, em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;la maison nucigem&lt;/span&gt;:” &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;as leis são como teias de aranhas através das quais passam as môscas grandes e ficam presas as pequenas&lt;/span&gt;”) que consideram o direito absoluto – é a ciência mais abrangente!exclama orgulhosos, do bilírio ao interplanetário – “esquecendo-se” que esta abrangência nada mais é que o corolário da multiplicação dos tentáculos dominantes, operando o mundo dos conceitos(para submeter os parvos)camuflando as contradições que são produto das relações históricas entre os agentes sociais? nada mais oportuno que a resposta de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;marx, em a ideologia alemã :“ os mesmos ideólogos que puderam imaginar que o direito, a lei, o estado, etc, brotam de um conceito geral, talvez em última instância do conceito de homem, e que se desenvolveram graças a este conceito; estes mesmos ideólogos podem também imaginar, naturalmente,que os crimes se cometem simplesmente para desafiar um conceito, que não são senão uma maneira de enganar-se os conceitos e que só se castiga para reparação dos conceitos violados”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ernest mandel, em seu &lt;span style="font-style:italic;"&gt;les étudiants, les intellectuelles et la lutte de classes&lt;/span&gt;, na versão da editora antídoto, lisboa, 1979, foi duramente criticado por suas conclusões após análises da transição da universidade tradicional burguesa para universidade tecnocrática, quanto a interpretação da progressiva proletarização da inteligentizia como característica desta transição. críticas precipitadas, nada mais verdadeiro no caso do famigerado advogado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na universidade tradicional, a maioria de seus privilegiados frequentadores o fazia por diletantismo, pois em breve assumiriam o controle e a posse das mais diversas propriedades, razão pela qual a ida à universidade não era muito bem vista pelos seus tutores, pois teriam de entender do que eram donos e não lá do que fosse chamado de conhecimento. temos passagens famosas de fugas aos destinos de berço motivados pela ida à universidade, como também de fuga à própria, para os caminhos da arte da aventura. hoje, tendo também suas posses para gerir, na era tecnocrática, a minoria é que e diletante. o diploma, direito, no caso, vai bem com resquícios aristocráticos e ambições de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;noveau riche&lt;/span&gt;. caso, a escolha seja feita por “vocação”, o “sucesso” sera também garantido quer pela posse material, quer pelo status genealógico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;já para o estudante de extratos sem tais privilégios, o direito, vem substituir o padre, aplicando-se as observações de gramsci. os menos favorecidos sonham sempre, direcionados pela visão mítica do conhecimento, em ter um doutor na família – no ínicio querem um médico, engenheiro ou bacharel – que não só elevará o “status” familiar, mas sobretudo facilitar-lhe-á aventuras prováveis num confronto com o poder. o advogado ainda é o homem que abre portas, da cadeia principalmente. por outro lado, o constante esmagamento pela estrutura jurídico-burocrática, totalmente voltada para a proteção dos mais ricos, faz com que o povaréu tenha-lhe o maior descrédito, exclamando em tons forjados por elementos de inveja e raiva apaixonada sua conclusão sobre a falácia do direito, que centraliza na figura do bacharel: — todo advogado é ladrão!. e, como o povo é sábio, ao intuitivamente concluir que 230 comarcas sem juiz em pernambuco, um só juiz para a vara de família de joão pessoa(e acumulando cargos) 20 anos para acertar o passo da justiça, só no acumulo de processos já endereçados, nova Iguaçu,rio de Janeiro, são disfunções premeditadas para inibir partes prejudicadas( o povão obviamente), já que o estado está se lixando para quem – sem posses – certamente vai enlouquecer ou morrer no período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nesta corrente é formado um bom contigente de advogados, entre outras tantas profissões uma das que mais tem se prostituido, que pela “luxúria”, quer pela pobreza de suas relações com o estado. o “idealismo” com informação – coisa só permitida para quem tem condições de pagar livros, aperfeiçoar cursos, e demais “amenidades”, sem falar do impossível para muitos, escritório – levará a uma prática fraudulenta com conhecimento de causa, sucesso certo para aqueles que pretendem faturar e que só investem no direito com a certeza de seus privilégios — fazer direito é morrer de fome, este é o slogan – numa época em que as carreiras são esolhidas baseadas no retorno em dinheiro e poder, e não na escolha lúcida daquela que permite a plena irradiação das potencialidades do indivíduo. Já, idealismo sem informação – como pode conseguí-lo o estudande que vai de passes para a unversidade ? – e um desastre que se transformará em desgraça. advogados como auxiliaries de escritório, descendo a sarjeta na prática da deduragem através do aproveitamento para os quadros da repressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;todavia, se após arranjadas suas preocupações maiores – o anel pra dormir sem tirar do dedo, e o diploma para pendurar na parede – o doutor (doutor que os verdadeiros doutores, physical doctor ou doutorado, procuram eliminar dos prenomes) sai código a mão, quixote, pronto a salvaguardar injustiças contra a “sua gente”, e ferido pelo despreparo crítico a realidade, renega suas origens, aceita as regras do jogo, e passa a vitimar os seus. é a lei da selva. é claro que estas questões nunca lhe passaram, até mesmo nas leituras de empréstimo nos catatais que silenciam sobre o tema, pois a admiração pela geometria horizontal de dezenas de tomos como em pontes de Miranda, e outros tantos, “metros do saber”, capa-lhe a dimensão crítica da sociedade. são questões simples, porque básicas, e como desde a sua formação vai sendo dessocializado para questões “minúsculas”, “evaporam-se” as contradições. aliás, não é à toa que advogado tem mania de livros grossos. é típico do discurso burguês,quer escrito,quer falado, que para escamotear seus falseamentos, carrega nos adjeitvos, eufemiza os verbos regulares, exarceba os advérbios e multiplica as citações estéreis. a tonitroância, a discursorréia é a palavra de quem não tem nenhuma verdade a dizer. a verdade não necessita de cacoetes ribombantes. de certo que há direito que não serve mecanicamente aos interesses da classe dominante, mas é sempre expressão da ideologia dominante. oriundo de práticas liberais com bases conservadoras, o discurso juridico é sempre liberal, mas hegemônicamente autoritário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o surgimento de uma publicação crítica de há muito se fazia urgente. eis que surge crítica do direito, de extrema felicidade, quer pelo rigor crítico, quer por sua acessibilidade. críticas elas têm existido. catatais enormes de rococos funcionalistas. por outro lado, livros como a justiã a serviço do crime, arruda campos,horizonte editora, quarta edição, 1979, plasmados de formação ortodoxa, horizontes teóricos ensacados, só serverm para, ao atacar o sistema dominante, reforçá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a “cidadela do direito” que outrora esteve dominada pelo “jusnaturalismo” e que presentemente encontra-se sob ocupação do positivismo jurídico, ganha entre nós, finalmente, um novo pretendente: o marxismo. doses homeopáticas anteriormente já haviam sido aplicadas com direito,justiça e ideologia, de f.a. de miranda rosa, da achiamé-socii, ou crime, o social pela culatra, de dilson mota e michel misse,pela mesma editora. a ofensiva marxista aqui representada, penetrou no “ espaço jurídico” com maior rigor através do seu ele mais débil, isto é o direito do trabalho, através de tarso fernando genro com introdução critica ao direito do trabalho, L&amp;PM, 1980, e direito do trabalho e modo de produção capitalista de carlos simões, símbolo, 1980.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;contudo, a crítica do direito, através do lume da “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; arma da crítica como crítica das armas”,&lt;/span&gt; agora é que vem golpear contudente o coração da ideologia burguesa: sua concepção juridica do mundo. através de artigos de engels(socialismo de juristas), andre jean arnaud(ser jurista e contestador),nicos poulantzas(a lei),marilena de souza chaui(direito natural e direito civil em hobbes e spinoza),josé arthur gianotti(sobre direito e marxismo), tragando uma linha pluralista, que não temos dúvida marcará sua posição filosófica, crítica do direito impôe-se principalmente num contexto em que o conceito jurídico de direito, que é absorvido pelo conceito sociológico, abstraido de toda espécie de crítica, equivale a prática sociológica do funcionalismo, isto é, uma prática ascética, um direito de anjos sem asas, numa versão sociológica do dualismo platônico entre corpo e alma na expressão de gouldner. está é uma crítica do direito efetiva porque passa efetivamente à crítica das figuras da realidade capitalista que lhes dá origem. por isso ela é hoje muito mais uma tarefa teórica e prática do que ciência feita e realidade efetivada como a observam, criticamente, seus autores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;solidariamente, resta-me lembrar:” &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;a exigência de renunciar às ilusões sobre o seu estado é a exigência de renunciar a um estado que tem necessidade de ilusões: a crítica desfolhou as flores imaginariás que cobriam a corrente, não para que o homem carregue a cadeia prosaica e desoladora, mas para que ele rejeite a corrente e colha a flor viva”. karl marx, crítica da filosofia do direito de hegel, 1843,44.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;que assim o seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;publicado integralmente em 14 de novembro de 1980, nas finadas páginas do caderno literário do diário de pernambuco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31135478-5864827275839614378?l=hayquetenercojones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/feeds/5864827275839614378/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31135478&amp;postID=5864827275839614378&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/5864827275839614378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/5864827275839614378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/2006/10/razes-de-uma-crtica.html' title='razões de uma crítica'/><author><name>celso muniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10471824648584635403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img131.exs.cx/img131/1483/myface28og.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31135478.post-115976151651233751</id><published>2006-10-05T00:55:00.000-03:00</published><updated>2006-10-02T00:58:36.526-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='wigman'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cunningham'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='balanchine'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nikolais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='klaus vianna'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ailey'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='graham'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hawkins'/><title type='text'>dançar pra não dançar</title><content type='html'>—&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; a questão da dança não ser resume a técnica das trajetórias/arte do corpo. a expressão dos movimentos traz em sí a composição ideológica dos passos de quem a faz , cuja atualidade manifesta nítida coreografria das camadas dominantes que determinam o grau de qualidade — tão reclamada pelos "connaisseurs"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;há quem diga que a dança sempre ocupou uma posição ambígua entra as artes. dependendo do movimento do corpo, parecia possuir a qualidade puramente espiritual da música. conquanto pudesse contar uma história , não podia competir com as complexidades morais e as nuances intelectuais do romance, do poema ou da peça teatral. embora também envolvesse formas e figuras, seria uma arte evanescente, em comparação com a permanência e a capacidade de repetida contemplação da pintura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;entretanto, temos de reconhecer, que só mesmo o teatro e a música chegariam tão perto da dança num processo de manifestação ininterrupta durante as 24 horas do dia. o ator social, e o dançarino social, se equivalem e se acompanham do nascimento a morte. este aspecto faz da dança principalmente um elemento central de qualquer cultura de todas as épocas. situada como impulso nos ritmos da natureza e do corpo humano sem “ intenções intelectuais”, ou nos ritos comunitários e religiosos, nos tempos modernos, traduziriam os estilos de dança em rápida mudança, reflexos espirituais de bem mais amplos estados de espírito culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;contudo a sedução da dança pelo prazer da virtuosidade, pela atração sensual da força, graça e habilidade ou, ainda, obedecendo a impulsos sociais como namoro e jovialidade, não trazem em sí só o “movimento pelo movimento”. as harmonias ou desarmonias de composições traduzem “ o gosto social preferido” que uma técnica – muitas vezes pseudo-técnica – se encarrega de eliminar oposições no espaço da dança à verticalidade das relações dentro das quais vivemos. ou, muitas vezes, utilizando de eufemismos, coreografa este movimento, marcando o gesto com um todo, que passa a refletir e valorar uma estética – estética que traz em sí valores em cooptação com a ordem econômico-social-política vigente, principalmente quando, originando-se  da restrita vida da corte da nobreza européia,  o balé – cujo processo de eruditização nada mais foi que um elemento de diferenciação social – tornou-se o primeiro estilo de dança a alcançar reconhecimento entre “ os povos” como forma de arte internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;no nordeste, onde para klaus vianna* estaria o germe da possibilidade da criação de uma dança brasileira&lt;/span&gt; – de uma técnica brasileira, que proporcionasse uma dança sociológica, como por exemplo, sua tentativa desenvolvida com egsberto gismonti de apreender o ritmo e o movimento carioca – na restrita vida das províncias, a dança é cultivada através de academia que inculcam desde a divulgação, a prática da dança, como elemento de distanciamento social – direção antípoda às proposições primeiras da dança – a partir do fato(que não é independente) da existência de uma prévia seleção de ordem econômica e tempo de lazer(interligadas evidentemente), caracterização manifesta e distorcida até mesmo na busca da dança como elemento terapeuta-estético, panacéia principalmente para a fobia do “ corpo gordo” que anda por aí, outra forma de desvirtuação com princípios comuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é de se observar que não existe um trabalho preocupado com nossas características atuais de ritmo e movimento, infectados e conduzidos rumo a perda de características próprias, pela colonização sob forma europeizada ou, ainda, indiretamente pela imitação de centros mais avançados dentro do próprio país. os praticantes da dança são fechados em compartimentos estanques espalhados na maioria, oriundos de extratos não-abertos, interessados apenas em manter o padrão elitista – significação direta de um dos tentáculos do aparelho ideológico vigente no estado, que tem na estimulação a cultura-forceps eficiente – padrão elitista esse, que prima pelos “bons-gestos”, fechando-se a criação do dia-a-dia, sem sombra de dúvidas a maior aula de dança(ritmo,música,etc)que qualquer um pode ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o processo de seleção não só atua mantendo a distância possíveis “curiosos”, mas também atuando dentro do universo dos próprios praticantes numa catequese disciplinar para a conservação do princípio de qualidade, através do culto distorcido de graça, beleza, da ojeriza ao novo(não ao modernoso) além de estabelecer canônes para uma aproximação das formas populares caindo em obscurantíssimos e, em termos artísticos, com resultados romantizados, com um modelo de distorção bem seguido, confundindo as formas – e conteúdo ? – de manifestações populares que foram e serão sempre(a história está aí) celeiro dos verdadeiros operários da dança, que o adubo do cotidiano se encarrega de tornar plantio mais fecundo e por isso mesmo, perigoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sob este aspecto é sempre bom lembrar que a nítida divisão dos tipos de dança foi baseada em classes sociais. a nobreza apropriou-se das manifestações “rudes e vigorosas” dos camponeses, e sob a alegação de que estas manifestações eram grosseiras, vulgares e incovenientes, gradualmente adaptaram as danças camponesas aos seus valores e forma de vida, começando por aplicar as elaboradas regras de etiqueta palaciana e os ideiais de amor cortesão. justamente daí vieram o minueto, a galharda, pavana e volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;já anteriormente,&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; o aparecimento do cristianismo levou a dissociação entre dança e religião&lt;/span&gt;, quando no século XII, a igrja passou a condená-la auscultando aspectos paganísticos, denominação qualquer para justificar a fuga através de uma forma de arte que denunciava pelo movimento, a rigidez de uma ordem imposta imposta pela instituição religiosa que totalitarizava a conduta social de então, trazendo por sob as batinas do clero os mesmos tacões dos déspotas de todas as épocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;há que se ve então a importãncia do movimento e, por toda a parte, a preocupação constante de adequar a dança, em manifestações cooptadoras com a ordem – e portanto a estética -  vigente. também é bastante significativo que, numa rápida olhadela, na linha evolutiva histórica da dança, se constate uma virada com a oposição da técnica a liberdade, quando esta – a técnica – nasceu justamene da necessidade de libertação de princípios e regras muito pouco criativos. na era da técnica, a ténica passou a ser uma castração e uma neurose. es quem controla e tem a técnica ?&lt;br /&gt;a liberdade por sua vez foi necessária para a estruturação da dança como manifestação ritualística e artística, e também para a sua volta à abrangência, pois com a criação do bale cõmico da rainha, a dança perdeu sua característica participativa. a técnica do mundo moderno é própria dos dominantes que irrompem com a mesma como aparato ideológico para lelgitimação do status quo, inclusive distorcendo a concepção histórica da técnica e função, como se as camadas populares não tenham sua própria técnica “primitiva”, mas eficiente, como resistência à “ciência dos sistemas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;veja-se-se, por exemplo, que nessa tentativa de libertar-se buscando uma técnica – antes da técnica enclausurar cada movimento que rompia com a forma vigente – enquadra-se no&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; ato revolucionário de marie camargo, quando em 1710 eliminou os saltos dos seus sapatos&lt;/span&gt; e encurtou as saias, rompendo a atmosfera pesada da sociedade de então; ou ainda, os esvoaçantes trajes e pés descalços de isadore duncan, ou, em termos de massa, o fenômeno do rock. todos estes rompantes têm a ver com a necessidade de romper claustrofóbicos sistemas cuja dureza e inumanidade econômica, política e social, foram imediatamente contestados por formas artísticas, refletidas na liberdade do gesto, numa liberdade que determinou a técnica, que todavia logo os sistemas dominantes cuidam de recriar a sua maneira introjetando vales seus e os recambiando de volta ao mercado**.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;afinal, se o movimento é compreendido como expressão das nossas ânsias, dores, raivas, alegrias, erc, e é compreendido muito antes das palavras(tal como entendemos a música da voz muito antes das palavras da voz) não me parece, como querem alguns, tão absurda a significação política da dança, na medida que o movimento encerra tantos significantes. absurdo, isto sim, parece-me a dança pela dança, a&lt;span style="font-style: italic;"&gt; “ l´art pour l´art”&lt;/span&gt;. como separar o dançarino do dançarino social, numa arte organicamente amarrada entre um e outro?  incoerência há em quem estimula sua prática apolítica, politicamente impregnada de valores aculturados e autoritários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no entanto, cada vez mais vemos que o culto distorcido proposto pela dominância da graça, beleza e técnica, só contribui para um conceito equívoco de dança.  geram pastiches de clássicos, cujos dançarinos em nossas academias parecem tudo, menos amantes da dança. ou modernosas e gratuitas justaposições espaciais, com nítida fobia ao novo e aos valores da raça cujos queixumes, preocupações, sonhos e decepções encerram recursos para uma dança inegavelmente maior. nós estamos morrendo por inteiro, desde os mitos indígenas e sua destruição, aos próprios valores de uma classe média brasileira, no mínimo de que ela tem de peculiar à raça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da flávia barros, passando por mônica japiassú, academias olindenses, balés de fred salim, tony vieira, extintos armoriais – e entenda-se isso às menos famosas e outras dos estados vizinhos, como ceará, rio grande do norte, paraíba, alagoas e sergipe – o fato é que nem de longe, em nenhum momento, chegou-se a vislumbrar uma preocupação com as nossas características, visando uma dança sociológica. por outro lado, o equívoco da aproximação com o acervo cultural da raça de então, leva cada vez mais à destruição sob o rolo compressor do civilizado que não sae o que apreender sem destruir. e cujos efeitos já se fazem sentir no bumba-meu-boi do maranhão e também de pernambuco;idem ao maracatu e ao frevo, que não vão ser a prática numa escola ou num “desperta recife” que eles acordarão a praça. o problema não é simplesmente a busca isolada de um contato verdadeiro com manifestações. mas sim da ingerência da cultura social em tais manifestações e num nível muito maior e o enfeixe à cultura nacional dado pelo governo sob pressões multinacionais que determinam também a consciência cultural da população direta ou indiretamente. as discotecas não são mero acaso. tem uma correlação diretíssima com as empresas do acetato que fornecem o ritmo interessante àqueles que controlam suas ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as formas de controle manifestam-se sob diversas formas , inclusive sob o cuidado da proteção da moral, que como qualquer outra forma ideológica, tem caráter de classe. há cerca de um mês, num curso de inverno??? na academia mõmica japiassú, de expressão corporal – cujo professor klaus vianna chama de “dinâmica corporal”, dada a distorção do que seja realmente expressão corporal(basta ver os apelos na imprensa pernambucana e as baboseiras escritas sob o tema)&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;constatou-se um dado terrível e que nos faz pensar. quem mais tem preconceito e medo do próprio corpo são as professoras de dança. o quanto isto é grave, fica ainda mais explícito, se constatar-mos que esse medo motivou o abandono do curso dessas professoras – inclusive da própria academia patrocinadora –&lt;/span&gt; que são responsáveis pela formação de corpos e mentes em dança. quando não a maioria das alunas adiantadas que reproduzem(isso já é terrivel educacionalmente em termos de precisão de capacidade de reprodução)os ensinamentos daquela que dá nome à academia, e vão, através do processo de repetição – o menos indicado em dança – delinear o permitido e o não-permitido e o que se deve ou não descobrir de pele ou roupa. os alunos, por sua vez, ficam horas a admirar-se nos espelhos e com preocupações maiores de não repetir a malha ou se a de fulano está ou não está na moda ou não. a fuga da exploração do corpo para quem faz dança é inadimissível em quem se arvora a ensinar, principalmente, e que vai ou deveria formar uma concepção que deve buscar a liberdade desse objeto á tão terrivelmente massascrado pela sociedade: o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;questionado, responde que o “intelectualismo” busca intrometer-se nessa arte” tão pura” e que “arte é arte”, nada tem a ver com política. esta posição é tão perigosamente ridícula quanto certas” mortes de cisne” o contorcionismos integrados.&lt;br /&gt;não sei se seria subestimar inteligências, mas não estou muito certo que, alem das denominações em francês, as mestras de dança em geral poderiam, por exemplo, perceber as implicações das novas tendências da dança norte-americana “ tidas como distintas da dança de qualquer outra parte do mundo” e sua maneira de propagação influencia paralalelamente ao bloqueio do bolshoi e sua liberação com os rasgos e meneios do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“ for-fait”&lt;/span&gt; de plissetskaia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;evidentemente não vamos querer que nossas mestras sigam o exemplo de uma geração de bailarinos que mais pareça um corpo acadêmico da as qualificações de ph.d e mestrandos em sociologia e antropologia e psicologia social – sem por isso perder o vigor artístico -. mas alguns conhecimentos de estética, história e fundamentos da criação artística são essenciais, pois “ corpo são mente sã” não se consegue principalmente nas aulas dessa coisa que grassa como uma peste chamada jazz – que tanto atrai o público – que nada mais é que uma forma mercantilista e alienada de perder energia, tempo e dinheiro. no nordeste o movimento em termos de importância concreta, é nenhum em trabalhos desenvolvidos por academias, muito mais preocupadas com cursos fornecidos ao sabor de modismos , neuroses a gorduras e distração para o “stress” vigente. as  manifestações em geral visam o comércio. e os trabalhos mais sérios auto-esterilizam-se pela busca neutorizada de uma técnica que nada tem a ver com o bio-ritmo-brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em nossas região o novo mito é clyde morgan. norte americano, há sete anos no brasil , com vinte de dança, que intenta uma forma de dança moderna e balé moderno com uma “dinâmica brasileira”, que nada mais acrescenta além do repetitivo sem formar escola ou técnica nossa. no festival de teatro de campina grande(outro?) clayde compareceu para ensinar dança brasileira. importa-se um americano para ensinar os brasileiros a fazer sua própria dança. é lamentável. também rollf gelewski tem conseguido admiradores e adeptos, buscando uma dança espiritual, com aspectos místicos,  renegando aspectos sexuais na dança,o que esteticamente, ideologicamente é bastante significativo— afinal, o sexo é um dos alimentos para sua origem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o presuposto filosófico para o exercício trás subsídios que não podem ser deixados de lado. tomemos por exemplo a formação de george balanchine e marta graham que exercem igual influência na dança contemporânea, nessa nova tendencia, apresentando contudo entre si, estéticas opostas. balanchine formado no balé clássico é um formalista para quem o movimento tem tem valor próprio. a doutrina básica de graham, é que o movimento expressa emoção anterior. graham também se preocupa com a essência – mas para efeitos dramáticos. quer ela empregue coreografia ou não, a coreografia é abstrata devido ao fato de que ela destila uma emoção básica em torno da qual se baseia sua dança. em  balanchine, esta sensibilidade é manifesta na idéia de que “ o material da dança é a própria dança”, a forma é o conteúdo. graham inventou um vocabulário de dança ser termos de bailado. balanchine apossou-se da linguagem de 300 anos de idade do balé acadêmico e aplicou-o ao balé pela ampliação do vocabulário e pela sua utilização como função do tempo e espaço. a origem de graham vem da denishawn, fundada em 1915 por st. denis e ted shawn que além de graham formou doris humprey e charles weidman( os três principais “pioneiros” da dança. humprey fala em” queda e convalescença” e em “ dinâmica do equilíbrio e desequilíbrio” e graham em “contração e llibertação”. no princípio de granham não há lugar pare repouso; o seu suporte filosófico relaciona o movimento do torso ao mecanismo da respiração e da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;juntamente contra essa ênfase psicológica se rebelam os praticantes da dança moderna da década de 50, que tem em alwin nikolais(que não vem da tradição graham, pois é um descendente da inflência germânica)seu professor principal. hanya holm, declaração que a dança deveria ser “gesto e emoção”. como mary wigman, a figura de proa da dança expressionista alemã, alvin crê que o homem é inseparável de “ seu meio ambiente”. seu vocabulário do movimento tem conotações com a linguagem do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na revolta contra a psicologia, merce cunningham foi mais além: procurou eliminar o ego do artista no próprio processo de criação artística. cunningham, ex-bailarino de graham, declarou que a música e dança e o cenário são entidades separadas que coexistem somente numa exibição(os bailarinos nunca ouvem a partitura da música a não ser no dia da exibição, e então ela é modificada para o dia seguinte). a filosofia dele é que a linha entre vida e arte é indistinguível, empregando processos baseados em i-ching, o clássico “livro das mudanças” chinês. a aleatoridade de seu trabalho deve-se a sua ligação com o diretor musical , o consagrado e “ maldito” john cage. diz ele que “ isso não quer dizer que a arte deve retratar literalmente a vida, e sim imitar a maneira pela qual a vida opera. porque o homem não é o centro glorioso de tudo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de modo semelhante, os clássicos de ontem podem se tornar o renascimento de hoje e as experiências de hoje os clássicos do amanhã. porém, formalismos, expressionaismos, psicologismos, influencias asiáticas(erick hawkins), africanas(alvin ailey), poligamias de movimento com forma, cor e som, “visões da dança como arte do movimento e não da emoção”  encerram significados bem mais intrincados e que merecem atenção por parte daqueles preocupados com a dança brasileira, que nomento discute tanto profissionalismo e crise do bailarino, esquecendo que muito antes de tanta reivindicação – que será paternalisticamente atendida, faz parte do jogo esta benção – seus praticantes tão aplicados no corpo meneiam com cabeças fervilhantes de propostas mas vazias de conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a visão de uma arte dissociada do social com negligências intelectuais são “barras” destinadas a engrossar os músculos do corpo e só. é preciso em cada área específica tratar o conhecimento – que é uma técnica – como fator de aproximação para uma arte melhor capacitada a compreender as interrelaões de uma sociedade complexa onde atua, refletindo estas relações, cumprindo o verdeiro papel do artista como formador de cultura e desencadeando o papel social da arte, que evidentemente não pode prescindir de elementos teóricos econômicos-sociais-políticos enquanto apreende e quando propôes – arte é conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;até quando a “ lenda” de que os bailarinos morrem com microcefalia será verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;publicado no jornal da cidade, recife, em setembro de 1978.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*klaus vianna, entre outras coisas foi o primeiro coreógrafo a colocar as bailarinas do balé do teatro muncipal do rio de janeiro a dançar descalças. o artigo foi escrito, em grande parte, sob sua influência em convivência estabelecida no curso citado. não custa nada relembrar que nos anos 70 quase todo mundo fazia um curso do tipo na onda do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“liberou geral”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;** poder-se ia aplicar o mesmo ao funk e ao calypso, por exemplo, grito histérico? das periferias sufocadas, que mais do que nunca buscam a liberdade na exacerbação dos movimentos sexuais, enquanto eles mesmo dança , porém já contaminadas por valores machistas que bastem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31135478-115976151651233751?l=hayquetenercojones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/feeds/115976151651233751/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31135478&amp;postID=115976151651233751&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115976151651233751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115976151651233751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/2006/10/danar-pra-no-danar.html' title='dançar pra não dançar'/><author><name>celso muniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10471824648584635403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img131.exs.cx/img131/1483/myface28og.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31135478.post-115955348246120858</id><published>2006-09-29T15:10:00.000-03:00</published><updated>2006-09-30T02:21:29.830-03:00</updated><title type='text'>elviras-pagãs-cristãs</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;é de kierkegaard a expressão: que desgraça ser mulher!&lt;/span&gt; e quando se é mulher, sem dúvida, a pior desgraça, no fundo, é não compreender o que é ser uma desgraça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a formulação que abre a obra, o estigma do passivo sexual, de michel misse, foi retirada de o segundo sexo de simone de beuvoir, e não esconde referência ao estigma. até o reforça, o nomeia. quem entretanto se atreveria a falar seriamente “ no estigma de ser mulher”, também referenciado, nomeado, e reforçado, por exemplo, na música popular brasileira — como em tantos outros setores – pelo partideiro martinho da vila em seu &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“ você não passa de uma mulher”&lt;/span&gt; ou no clássico de ataulfo, amélia ? (letra de mário lago, histórico comunista).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mulheres assassinadas seria um título gongórico. de efeitos culátricos e camufladores. de indisfarçável equívoco ideológico quanto a nossa proposta de alçar a questão do cotidiano, para além do machetar jornalístico, situando os diversos enfrentamentos da mulher no seu existir, a partir dos recentes assassinatos de mulheres mineiras por maridos machos “desonrados”. que como tantos outros se incorporam a manutenção do status quo nacional, onde o assasssinato corporificado camufla o assassinato simbólico — crudelíssimo socialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mulheres assassinadas é um título de efeito, levanta, sem dúvida, o clamor sobre o crime. mas o paroxismo da adjetivação é contraditoriamente um eufemismo que reconhece a barbaridade do fato, enntretanto ignora conscientemente, e assenta cada vez mais no substractum social, a falácia da questão da honra ferida do macho-fascista, colaborando no assentimento da necessidade, sempre imperiosa, de lavar a honra(do macho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não é de estranhar que o judiciário registre tantos casos de absolvições aos machos justiceiros. doca street foi bastante retaliado pela imprensa à luz econômica,válida. mas é um entre milhares de casos anònimos. isto não é surpresa. a imprensa é macha, o judiciário, um corpo de machos, desnecessário dizer que o fio que faz erigir nossa conduta social é machista, manifesta no princípio de uma espinha dorsal edificada a partir de um patriarcalismo fundado em razões ascéticas burguesas mistas a remanejáveis tradições judaico-cristãs.&lt;br /&gt;nossas elviras, mesmo quando pagãs, o são cristãs. isso desde a destruição da proto-sociedade que era matriarcal.&lt;br /&gt;diante das evidências científicas e diversas obras de antropólogos e sexólogos “machos” não há mais como negá-lo. a mulher vem paulatinamente,implacavelmente, incorporando seu estigma. mesmo quando dos diversos movimentos libertários, tal como os das sufragettes, rebelam-se, incorporaram mais fortemente seu estigma porque suas resultantes fazem-se notar num femininismo equivocado — porque referenciado em valôres machos- e, assim sendo, não é uma conquista, onde muitas se esguelam, assinando depois a capitulação em torno daquilo que combatem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a noção de casamento indissolúvel também é outro componente macho. a relação sexual duradoura é que é a questão. quando se tem de admitir que o casamento nao é uma instituição inata ou sobrenatural, e sim uma simples instituição social, de imediato levantam-se vozes— mesmo de tendencias pagãs-cristãs- tentando provar que a humanidade sempre viveu na monogamia. chegando-se ao ponto de falsificar a etnologia para concluir que a instituição casamento é indispensável para à existência da sociedade humana, da cultura, da civilização, renunciando-o a qualquer possibilidade de examinar o substrato econômico-social das formas sexuais e de suas variações no tempo e no espaço. isso todavia foi feito por pensadores do porte de engels, em a origem da família, da propriedade privada e dos estado, pelas análises do expurgado de direita-esquerda reich – no brasil por oswald de andrade – mas evidentemente varridos de nossa cultura pelo domínio hegemônico de uma má política&lt;span style="font-style:italic;"&gt;. antes mesmo destes, fourier, socialista utópico na obra(só agora revelada) o novo mundo amoroso, escrita em 1816/18, antes de sthendal, sobre o amor, em 1822,&lt;/span&gt; pregava a política harmônica do ato de amar que foi deturpada e envolta em mistérios que pululam do silêncio mortal a exclamações estupefatas das repetições que sempre envolvem as questões libertárias do sexo, profundamente permeadas de política e vice-versa, pois não existe libertação sexual sem libertação política, o que implica não só na derrubada do sistema moral do capitalismo bem como de sua própria ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a concepção contemporânea do casamento, seus códigos de honra, é ainda em larga escala a dos evangelhos, tal como o desenvolveram canonistas da idade media, e até o sec.XVI a igreja lecionou sozinha, para depois viver em regime de concubinato com o estado.&lt;br /&gt;a verdade,porém, é algo bem mais percuciente. e quando razões materiais existem, a intocabilidade de certas questões vai pras cucuias, pois a sociedade modifica a ideologia – mas sempre na visao do macho – como por exemplo quando a população da europa central foi dizimada pela guerra dos 30 anos, igreja e estado apressaram-se com a &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;dieta de nuremberg&lt;/span&gt;, (14 de fevereiro de 1650) promulgando um decreto que abolia a bigamia, espaldando a bigamia durante dez anos. se isso ainda não for suficente, qualquer viagem turística ao oriente serve para mostrar a condição da mulher e que a monogamia é mais um blefe do tipo autoritário-cristão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a luta pela liberdade da mulher dispor do direito das dimensões políticas do uso do seu corpo tem gerado muitos equívocos. a mulher-objeto não existe, existe nas caricaturas do macho-fascista que incapaz de auto-valer-se da dialética do prazer fragmenta o mundo em rótulos de existência conceitual bastante efetivos para sua condição castrante, manipulando o instrumento objeto-mulher como organismo massacrado à sua exploração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enquanto persistir uma luta de libertação da mulher exclusivamente restrita à questão sexual, a morte de “adúlteras” diante da consciência política falsa, será constante entre os espaços-machos verificáveis entre a legalidade e a legitimidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enfim, a memoria não só das mulheres recém massacradas de fato, mulheres mineiras no seio da anquilosada tradicional-sociedade-mineira, que se orgulha de assassinar para lavar a honra; às mulheres proletárias assassinadas sem nenhum simbolismo, e também aquela que foi uma tentativa ao nivel empirico-imediatista de equacionar a questão feminine no aspecto de libertação aos padrões estereotipados, profundamente mais cruéis para as “cidadãs de segunda-classe”, sucumbindo vítimas de seu próprio primitivismo, num genocídio bem evidenciado – bem como nos demais atos de justiça da honra – que mostram a pequenez da condição humana quando referenciados no machismo, no matriarcado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a elvira, estas questões, que entreolham-se ante a total escassez a que foi reduzida a condição feminina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“ quem sabe ó mãe, o super-homem venha nos restituir a glória só por causa da mulher"&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;publicado na terça.feira 9 de setembro de 1980 na página de opinião do diário de pernambuco, “ o jornal mais antigo em circulação na américa latrina”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31135478-115955348246120858?l=hayquetenercojones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/feeds/115955348246120858/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31135478&amp;postID=115955348246120858&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115955348246120858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115955348246120858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/2006/09/elviras-pags-crists.html' title='elviras-pagãs-cristãs'/><author><name>celso muniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10471824648584635403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img131.exs.cx/img131/1483/myface28og.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31135478.post-115849029490844501</id><published>2006-09-17T07:40:00.000-03:00</published><updated>2006-09-30T14:16:03.153-03:00</updated><title type='text'>no more top-top-less</title><content type='html'>medíocres considerações. idiotia na ótica. arrivismo nas manchetes.&lt;br /&gt;o top-less chegou a joão pessoa? não, não chegou. o que tivemos foi um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;strike&lt;/span&gt; sub-desenvolvido e estampado com o estardalhaço da primeira página, pelas mesmas amarras burguesas e reacionárias que controlam o inconsciente coletivo desta sociedade em parafuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por todos os sinais de fumaça vistos, acredito que tamanha cena de incompetência crítico-profissional incorpora-se as grandes barrigas da imprensa na província, que esta semana dividiu-se entre dois atos públicos pequenos burgueses: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o tal dito, tira a parte de cima, mostra os peitos!&lt;/span&gt; que tem fotógrado olhando, e as melequeiras das vedetes reedidtando babacagens estudantis sobre o caquético desmando de alagamar. é duro escrever sobre mediocridades e mau-caratismo, ainda que uma vez por semana, evitando o contágio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a questão política e a questão moral na sociedade de todos os tempos nunca admitiu dicotomia. no entanto querem dicotomia ortodoxos de direita(compreensível), de esquerda(compreensível?) e revisionistas de poleiro melado. querem dicotomia? então não vai a lugar nenhum estas reformas e revoluções transformadas em breviários de imobilismo. o pensamento é um ensaio teatral, eis pois o palco das questões, e nestes ensaios vistos, todos tem lugar garantido no confidenciado histérico de flávio cavalcante, e noutras prensas pseudo-proteicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;escrever já não mais adianta – se é mesmo que adianta alguma coisa escrever – quando se inscreve palavras em meios de comunicação que se arvorando a libertadores das amarras oxidadas do sexo, pensam(?) fomentar novos sentimentos, explorando a credibilidade da comunidade e as direciona para feixes de mal-arrumadas óticas, contribuindo muito mais para fazer brilhar algemas – e assim aprisionar mais e mais – do que esta malsã, priovinciana e equivocada(?) primeira página do C.P.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;incompetência ou mau-caratismo? lanço a pergunta e passo a respondê-la. mau caratismo, porque o mau caratismo leva a incompetência mal assumida, muito embora muitas vezes muito bem disfarçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quem não sabe tomar partido deve calar, ou então admitir sua ação de contágio, uma vez que, como orgãos formadores de opinião, ante a in-capacidade de exercer a profissão tão rasuradamente e murcha, tal qual suas manchetes deslocadas, tal qual as mentes que as elaboram, tal qual os peitos à mostra de quem se vangloria vender a edição do dia explorando seios fáceis. o que não se fará das próximas vezes , perguntaria, se não soubesse, que é de um tempo em que jornalismo se faz ou com coragem, ou com inteligência. mas este material é escasso na terrinha, ao contrário de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;racks&lt;/span&gt; de incompetência e toda uma malta de adjetivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um mínimo de caráter e seriedade há que se ter para se continuar militando espaços jornalísticos, além da verve para chacotas bestilóides de parte-à-parte. o que se viu nesta semana, foi um exemplo de provincianismo barato no melhor estilo da palavra incapacidade, e acima de tudo amoralidade, na obtenção de fatos jornalísticos quando de seu tratamento. julgando inovar/informar, partindo para abrir um espaço de liberalidade, tal jornal contribuiu para perpetuar, isso sim, as correntes que giram em torno da moral da mulher pessoense não lhe oferecendo, ao menos claquete crítico, distorcendo o fato, que necessitava angulação, além do show tímido, após agressões. nesse ponto comportamento quase irrepreensível de o norte, não fosse um infeliz zé da silva que, prontificando-se a respostas ácidas, também contribuiu para a cristalização de um segmento de opinião em que tudo vê – mesmo onde não há – atentado ao pudor e a moral pública. que pudor? que moral ? quem a estabelece? esta sím é a grande questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as relações de produção, que durante tantos séculos mantiveram a mulher fechada em casa e submetida a autoridade do “macho” que a sustentava, são as mesmas que, ao forjar o arrebentar destas correntes enferrujadas, impelem a mulher frágil e inadaptada à luta do cotidiano e a submetem a dependência econômica do capital, o mesmo capital que a submete de todas as formas. nesta urgência em adaptar-se as novas condições de vida, a mulher apodera-se de verdades e assimila-as frequentemente sem as submeter a nenhuma crítica, ainda que propriamente masculina, que examinadas mais detalhadamente, são apenas verdades para perpetuar seu escravagismo como objeto sexual, ou estandarte da má política de libertação. a transformação da mente da mulher, da sua estrutura interior, espiritual, intelectual, moral, realiza-se primeiro e, principalmente, nas camadas mais profundas da sociedade, ou seja, onde se produz necessariamente a adaptação às condições radilcamente transformadoras de sua existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;entretanto esta duas mulheres,  - adolescentes ainda – e qualquer delas, não resolvem nenhum problema. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;triste da mulher que acredita na força invencível de uma individualidade isolada&lt;/span&gt;. são, e tal jornal as transformou, como o fez toda grande imprensa desta década, em objejtos de cama prostituidos e só. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a pesada carga do sistema, com seus rearranjos as liberalizou, mas não as libertou, utilizandos peitos, ventres, ancas, e miolos como objeto de vendagem, manchete cancerosa da verdadeira liberdade sexual&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a mulher tem se transformado gradualmente. e de objeto de tragédia masculina, converte-se em sujeito da sua própria tragédia&lt;/span&gt;. o sexo pois é o busílis através do qual se operam nas sociedades de classe a exploração do modo a alijar na estrutura ocupacional e política grandes contigentes do sexo feminino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;libertar é pois situar a questão feminina em dois níveis: conteúdo interpretativo ; e segundo: o desenvolvimentos dos subsistemas em que está inserida e explorada na ordem capitalista, bem como outra qualquer.. o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;strike&lt;/span&gt; que foi feito e continua – aconteceu sexta-feira a noite nas dependências do cantom e chyca´s – foi um strike semi-realizado, prostituido, uma vez que desporovido de consciência política do ato de estar sendo utilizada justamente para confundir uma liberdade pela qual elas estavam lutando, afinal são exploradas ao nível geral e particular em sua condição. aplica-se sobre o strike a mesma observação de eco sobre o terrorismo – e não deixa de ser um ato de guerrilha(sexual): uma vez que é realizado para chamar atenção sobre a causa e não sobre os indivíduos, o que acentuou equivocadamente o pasquim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;já o top-less é algo de teor naturalista, realizado sem quaisquer nível de agressão ou significado político maior do que o gozo do sexo, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;liberdade para&lt;/span&gt; e não de, encerrando –se nele mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fica a pergunta imbecil, diante de quem se lida: de que adianta querer fazer brotar uma moda de corpo semi-nú, com a mente embotada? o caso é brotar o fenômeno, e não a moda. sem essa de masturbações intentadas além dos banheiros de redação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como estou cercado de “latifundiários do humor”, ficam as coordenadas – prá não dizerem que estou escrevendo para inglês ler – o título tem os seguintes significados: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não, mais, top-top&lt;/span&gt;(que na boa linguagem gestual-onomatopaica significa estamos fu….). e, finalmente, o vocábulo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sem&lt;/span&gt;. derivem a vontade…. chega de tanta burrice, incompetência e mau-caratismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;publicado na página de opinião de o norte, na segunda-feira 14 de janeiro de 1980.&lt;br /&gt;o episódio foi o seguinte: não se sabe por atitude infantil ou de má-fé, um quase jornalista, e um fotógrafo do jornal, levaram a uma praia afastada duas garotas, tidas como prostitutas, e as fotografaram, publicando o material de forma sensacionalista, contextualizando uma agressão as mesmas, num tempo em que o correio da paraíba, jornal que abrigou a manobra, não conseguia nem embrulhar peixe.&lt;br /&gt;contestado pelo meu artigo, o sub-editorialista de plantão rebocou: “ não existe uma maneira mais decente de manter este rapaz no posto?” não, não havia. eu ocupava a secretaria de redação de o norte e mantive o espírito acima até a minha demissão, ocasionada pelo 8.513.000 km,  também postado neste blog.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31135478-115849029490844501?l=hayquetenercojones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/feeds/115849029490844501/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31135478&amp;postID=115849029490844501&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115849029490844501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115849029490844501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/2006/09/no-more-top-top-less.html' title='no more top-top-less'/><author><name>celso muniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10471824648584635403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img131.exs.cx/img131/1483/myface28og.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31135478.post-115792212643001092</id><published>2006-09-10T17:53:00.000-03:00</published><updated>2006-09-14T01:22:13.586-03:00</updated><title type='text'>semântica e universidade</title><content type='html'>as primeiras lições semânticas eu as tive com o mestre otto maria carpeaux. lições descomplicadas sobre a utilização de adjetivos e advérbios, muito bem resumidas na publicação “argumento”, que não passou de três números, logo tingidos vermelhos por semanálise ideológica dos orgãos de controle da informação. era um tempo em que argumentos nada valiam, muito embora fosse nossa, a disposição de apresentar contra os fatos de então, argumento no panorama de um jornalismo cultural desértico para tais publicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;destas lições semânticas, em nada &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“barthesianas ou pragmáticas de círculo”&lt;/span&gt;, muito guardei de otto, em seu estilo singular, apresentando de múltiplas maneiras um dos velhos slogans(máximas) do jornalismo que sei pendurado nalgum canto da redação do new york times: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“nunca fale tão bem de uma pessoa que depois não possa falar mal dela”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aparentemente de cunho pieguista, bem inserido no &lt;span style="font-style:italic;"&gt;american way of life&lt;/span&gt;, a epígrafe tem suas utilizações bastante práticas, caso aplicadas, principalmente as cabeças jornalísticas da imprensa local, que padecem de miopia analítica, deformando ou exarcebando, sabe-se lá porque interesses, nos “ comentários de fundo raso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na paraíba as atenções jornalísticas e culturais voltam-se constantemente para a universidade, orgão gerador de notícias e fatos culturais, principalmente após-durante o reitorado de lynaldo cavalcanti, misto de mecenas e bem sucedido executivo acadêmico. e é justamente sobre o reitorado de lynaldo, que num artigo de carlos pereira, vejo aposto o magnífico, em lugar da anteposição formal de tratamento, o tal adjetivo de exaltação àquele que está por terminar um reitorado, convenhamos tarefa que não é das mais fáceis, dentro dos melindres e abismos políticos-educacionais brasileiros, devidamente xipófagos a ideologia de segurança nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;espírito yermo e outras imprecações deverei ouvir pelo atrevimento de reler semanticamente o articulista e seu objetivo de escriba. de que serviria a página de opinião senão para uma paralaxe, além de outras utilizações que não sabemos guardar para muito além do desprotegimento que o escudo de nossa vã sabedoria nos dá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nada mais simpático, embora aí nada de magnífico, do que abdicar das magnificências pomposas do título e até merecer uma crônica de drummond, este sim um magnífico como poeta, adjetivo que entretanto não cabe ao cronista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esta abolição da escravatura do paletó e da forca da gravata, laivo de liberalismo, são medidas só agora tomadas por estas bandas, onde a cabeça piramidal acadêmica ainda se quer cultuada à louvor de antigos bacharéis, togas e outras bossas, conservadorismo fecal, profundamente abalado por uma nova geração de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“magister sciência” e phd´s&lt;/span&gt; de desgrenhados cabelos e vestes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;democratização, acertos financeiros, preenchimentos de vacâncias, e habilidade política são, medidas, digamos, de sobrevivência, que o mínimo de bom-senso teria que vir a por em prática ante a ferrugem do modelo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“weberiano”&lt;/span&gt; e impotência tecnocrática militante nos corredores universitários da repressão, agora bem falante, disfarçada de intelectuais de maçaneta. tais medidas foram implementadas diante de alterações nos quadros de conduta ideológica que se querem, pela abertura, melífluos e agradabilizantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não há que se negar que é um reitorado bem sucedido. tampouco as observações acima querem impregnar o magnífico reitor de compactuações e conluios ou atribuir-lhe características reacionários e degradantes. entretanto, santa inocência, liberais, humanistas, ou não , fazem parte de um escalão decisório governado por engrenagens de tiques muito maiores, que não permitem, mesmo aos bem intencionados, guinadas, digamos, estercantes. até aqui também nada de magnífico. tudo sobre controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a internacionalização da ufpb é um fato que enche de orgulho os paraibanos, tapa-boca daqueles que de uma hora-pra-outra viram a paraíba falando para o brasil e para o mundo, linguagem da nova meca do saber. as manchetes tornam a universidade o receptáculo maior da cultura humanística algo extinta no pódio do saber, além de rosáceos mestrados enfeitando composições optativas de cursos. nada magnífico, faz o registro também minha linguagem fruto dos blefes apologizantes da cultura burguêsa. a “caixa-prego” obteve os cursos de pós-graduação quando estes debilitados no panorama unversitário brasileiro são o principal sintoma do empobrecimento e da falência da universidade brasileira. a questão não é levantada aqui pelo”grilo-falante”. o magnífico reitor, mais do que ninguém, sabe das discussões das hostes acadêmicas sobre o esvaziamento e a falta de sentido da pós-graduação dentro da atual ótica do desenvolvimento(?) –progresso- brasileiro. precisamos mesmo é de cursos de nível médio técnicos e profissionalizantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é evidente que o magnífico nada tem a ver com esta decadência, estabelecida antes mesmo da emergência do pós. a criação destes em terra de cegos, é um olho telescópico, porém míope na aferição dos sintomas que fazem o caminho da teoria a praxis, nos labirintos do singular ao plural do verdadeiro desenvolvimento. a proliferação de mestrados e similares é objeto hoje de crítica das autoridades no assunto e do próprio mec. além da divisão nas orientações de ordem européia e americana(&lt;span style="font-style:italic;"&gt;funcionalista e “conflitante”&lt;/span&gt;)  está última não muito agradável ao sistema, que nada tem a temer de núcleos que mantem formandos de yale e sorbone no mesmo barco – milagres do equilíbrio metodológico, ou seja democracia do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;value free&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não fosse a questão dos caminhos talhados antes da entrada para a universidade, a questão é sempre infra-estrutural neste país – atentem marxistas de umbigo! - a graduação universitária em rítmo medíocre de brasil grande, tropeça na falta de giz e apagadores para apagar as besteiras de professores e alunos depauperados nos desenganos do diploma. deficiências de instalação física e material de apoio são outras questões, não me peçam detalhes, eu sou só um crítico semântico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a política nacional de cultura – atenção: universidade é cultura – desde 1970 iniciou o arranque definitivo para o investimento maciço em capital humano(educação).&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;" é necessária a criação da cultura nacional, da tradição cultural. o rosto cultural de um país é como um deus criando uma natureza a sua imagem e semelhança, para  que este “ambiente” lhe dê credibilidade, consistência, naturalidade, para que não possa transformar a verdadeira realidade. nas universidades procurou-se então modernizar o ensino, isto é : torná-lo eficaz segundo as exigências do modelo econômico vigente, isto é procurando despolitizar as atividades de professores e alunos, numa produção massiva de tecnocratas, visando a massificação e não a emancipação através de um ensino que torna o aprendiz dependente e sem capacidade crítica" &lt;/span&gt;. salvo ligeiras correções de implantação dos mesmos objetivos o quadro é o mesmo em todas cabeças amestradas. mas, mesmo assim, nada de magnífico portanto. apenas expedientes sintagmáticos, troca de roupagens dos mesmos ícones, formas de poder: atenção comunicólogos!(eita! cursinho avacalhado). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quero-me apenas nos espaços blake:  &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“ alerta aos jovens da nova era! oponde-vos aos mercenários ignorantes! pois temos mercenários na caserna, na corte e na universidade, que, pudessem eles, reprimiriam a guerra mental e prolongariam a corporal “.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;faço pois o meu alerta. a universidade hoje é a própria fábrica de mercenários. nada de magnífico, nada de novo no front nem na retaguarda também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nada contra o objeto magnífico nem seu feitor. faço apenas colocações sobre questões de ordem, digamos, semântica. nada de magnífico…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;publicado na página editorial de o norte, “associado” de joão pessoa, em 24 de dezembro de 1979, erros cacográficos devidamente corrigidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;in tenpo:&lt;/span&gt; a ufpb, chegou a ser a segunda folha de pagamento do paí em meados dos anos 80, só” perdendo” para campinas, salvo engano. &lt;br /&gt;fervilhante academia do saber, com um corpo doscente multifacetado – até tupamaro como professor tinha, troçávamos da verdade – fazia jus ao termo universidade, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;pari&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;passu&lt;/span&gt; a fervilhante joão pessoa, que se descobria em universalidades como com o bar da xoxota, o pentelho, bar do mijo, bar do meu cacete, que liberavam o corpo de cabeças tão libertas pré-e-pós vestibular fusion dos oriundos da cidade do interior e daqueles que atravessaram oceanos para lecionar por cá. e, registre-se também um verdadeiro maná para os assessores de imprensa que eram eles próprios reitores da informação e com um salário acadêmico, o que na época significava coisa que valia a pena. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(creio ser interessante também, apesar de soar causa-própria, o enfoque à formação técnica como real necessidade educacional-profissionalizante à realidade brasileira, onde tem muito mestrando ganhando menos do que um encanador. vinte e sete anos após, continuamos com o mesmo problema e os mestrados de ontem são os mbarghs! de hoje). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hoje, o que é a ufpb? onde está a &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;inteligentzia &lt;/span&gt;universitária? que costumava exibir-se domingueiramente calcados em sandálias havaianas naquele forró frontal ao hotel tambaú, onde valia tudo na base do "abaixo tim maia", o que não deixava de ser uma intervenção acadêmica.&lt;br /&gt;o que mais se expandiu? a não ser o ramo da tapioca,  a paisagem imobiliária para turista comprar e, é claro, a chanha da política de baixo clero que revela-se na qualidade dos que almejam coçar-lhe o cu chamando a isto governo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31135478-115792212643001092?l=hayquetenercojones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/feeds/115792212643001092/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31135478&amp;postID=115792212643001092&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115792212643001092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115792212643001092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/2006/09/semntica-e-universidade.html' title='semântica e universidade'/><author><name>celso muniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10471824648584635403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img131.exs.cx/img131/1483/myface28og.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31135478.post-115751662504512275</id><published>2006-09-06T01:19:00.000-03:00</published><updated>2006-09-06T01:30:07.030-03:00</updated><title type='text'>flagrantes violentos</title><content type='html'>brecht, num pequeno poema fez uma das mais penetrantes observações sob a questão da violência. sintese e abrangência, que faltam aos tratados de criminologia, também foram incluídos nesta pequena-obra prima: “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém diz violento as margens que o comprimem&lt;/span&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;homem de teatro, militante político, sua &lt;span style="font-style:italic;"&gt;weltanschauung&lt;/span&gt; sobre a questão faz-se a partir da homem e modos de produção que erigem a sociedade em que vive, nos direcionando a tecer considerações sobre o paroxismo da violência que ora preocupa os mais diversos setores da sociedade brasileira. a violência está(é) a ordem do dia e, principalmente, centrada na questão criminal, mantendo-se a aplicação de dicotomia entre causa e efeito. antes de passar às discussões a respeito do poema-tema, que chama-se aliás, “da violência”, faz-se míster observar como ele se inscreve, dramático  nas correntes do capibaribe que vitima “ribeirinhos”, no sentido lato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;até mesmo para os que defendendo a teoria finalista e, dentro do finalismo, defendem a teoria social do crime, a questão tem sido compilada notadamente no terreno da superestrutura,  terreno que, mercê do “corte epistemológico” da ciência do direito, sofre a toda hora deslizamento entre o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ser e o dever-ser&lt;/span&gt; , e apresenta-se violentamente minado, ora, pelo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;lex est quod notamus&lt;/span&gt;, arbitrário, já que ignora a escamoteação da infraestrutura. Ora, pela hipocrisia dos próprios integrantes que em relação aos menos favorecidos, fazem da lei letra morta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nefasta é a posição de que crime é crime e não doença social. tal constructo, apesar de irrebatíveis argumentos, permanece atuante pela força do arbítrio que sustentando truísmos travestidos em arcabouço científico, apoia cientismos, já que são isoladas tendenciosamente variáveis indiretas, realçando discursos quando mui liberais, propugnantes de reformas reformistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;todavia nem sempre o liberalismo é porta-voz dos escalões carteadores. basta ver as posições do odilon moreira costa(delegado de belfort roxo, rio de janeiro), que durante o congresso de delegados recentemente realizado em recife, assim exprimiu-se: “ violência é violência e deve ser encarada com tal(violência combate-se com violência), hoje criou-se uma pieguiçe que está deformando a sociedade em nome dos tais direitos humanos(sic!), criando-se um conceito de que o criminoso é um homem(sic!,sic! e sic!) que deve merecer até amparo especial.”(ver diário de pernambuco de 28/10/80, pág. policial)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as observações grifadas são apoiadas por muitos que pretendem a volta de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;mettrey&lt;/span&gt; , isso como parâmetro máximo de liberalidade. creio que o ideal a ser posto em prática seria mesmo a volta dos purgamentos e supliciamentos públicos como reforçadores da da violência da sanção estipulada, eliminando a “atual pieguice”  que nos faz cortar a carne e esconder o sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;entretanto, a questão não é tão sentimental. a “pieguice de tais piegas” é crudelíssima em sua função de ortopedia social. só mesmo alta dose de hipocrisia – reconhecida pelo juiz da sétima vara criminal do rio de janeiro, álvaro mayrink – quer nos fazer acreditar nas condições reconfortantes do sistema penal brasileiro, e que ele é por demais benevolente no &lt;span style="font-style:italic;"&gt;castigo &lt;/span&gt;que visa reconduzir o infrator à normalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a isonomia é impossível, hipótese perfeitamente demonstrável pelo reflexo da correlação de forças na sociedade que torna-se eficaz instrumento de indução e, posteriormente, de impiedosa punição, vergastando a organização moral libertária dos setores periféricos. decididamente, os privilegiados, “ não endurecem com ternura”. quando se costuma observar que a legislação brasileira, dentro do código penal, traduz a maioria dos delitos como crime contra a propriedade em suas várias formas(tits. II e III, e mesmo em certo sentido, o tit. IV, todos da parte especial do cp, o que evidencia sintomaticamente – direito é superestrutura – uma sociedade erigida sob fórmulas piramidais, cujo símbolo-mór é a concentração de renda, a posse do capital) vozes ácidas, contumazes em chavões deformados, logo se fazem ouvir, pedindo a cabeça dos que clamam por outras formas de organização econômico-social, sabedores das consequências de uma sistema gerador de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;cabeças de negro&lt;/span&gt;.  evidentemente, as imprecações maiores surgem no seios dos orgãos de repressão, “escalões secundários” que, com a batata quente na mão, reproduzem de forma mais exaltada a ideologia dominante. apesar do seu espocar ribombante, é impossível tapar o sol com a peneira dos escudos. a condição de sub-nutrido, sub-letrado, sub-empregado, heranças psico-sócio-genéticas, constituem-se em estigma que mesmo a “premiação” de um tratamento penal humanitário não consegue dissocializar, para construir um homem honesto em meio a tantas desonestidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não bastasse tal quadro, está em marcha a legislação da famigerada prisão para averiguações, titulada de prisão cautelar , que paradoxalmente delegados mais violentos(ou violentos a tal ponto) preferem renegar, dada a amabilidade da sua custódia, ao tempo que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ad terroren&lt;/span&gt;  conturba-se a sociedade civil, encurralando os não privilegiados sob a forma da maioria negra, desempregada e “minorias” homossexuais, que se verão &lt;span style="font-style:italic;"&gt;téte-a-téte&lt;/span&gt;, proporção de no mínimo dois contra um, nos “interrogatórios severos”(tortura), dentro do clima que se observou em recente espancamento acontecido na praça da independência. concomitantemente, grande parte da imprensa alça a condição de inovadora a proposta do secretário de segurança pública de pernambuco, sérgio higino, que propôe a transformação de delito afiançável de porte de armas para “delito apenável”, além da redução para enquadramento em responsabilidade jurídico-cível dos menores de dezesseis anos. duplo equívoco. primeiro, que tais proposições, já estão calosas nos debates jurídicos travados e, segundo, pela insistência na ótica conjuntural. se aquele que porta armas tem meios de pagar fiança, terá também os meios para apoiar-se nas brechas da legislação – que sempre existem – através de um “bom” advogado. no caso do aumento da responsabilidade pela redução do limite etário, aperta-se o espaço da ilegalidade sob a forma de compressão superestrutural e não descompressão infraestrutural, esquecendo-se a ação nas causas, óbvias por sinal – nao enxerga quem não quer – que levam o jovem ao crime. ambas as questões são multifatoriais e não unifatoriais como aparenta o raciocínio, bem intencionado, mas, embaraçado, além de investir contra os axiomas da jurisprudência “vigentes” que se enquadram no dito: “ dos males o menor.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;publicado em a união, jornal oficial do govêrno da paraíba — o que deve ser considerado uma excrescência no panorama de uma democracia - no domingo 30 de novembro de 1980. o outro governo que também tem jornal até hoje é o rio grande do norte, neste caso, dizem, tanto um governo como outro, donos de jornais por dentro e por for a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quanto a questão da violência, é a tal coisa. o artigo é de 80 quanto a coisa já andava fora dos trilhos(entrelinhas já a questão da redução de faixa etária para enquadramento penal). agora, já não temos mais trilhos, foram roubados(não se sabe por quem, político ou bandidos ou bandidos- politicos ou politicos-bandidos)desgoverno por que o estado insiste em trilhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31135478-115751662504512275?l=hayquetenercojones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/feeds/115751662504512275/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31135478&amp;postID=115751662504512275&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115751662504512275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115751662504512275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/2006/09/flagrantes-violentos.html' title='flagrantes violentos'/><author><name>celso muniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10471824648584635403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img131.exs.cx/img131/1483/myface28og.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31135478.post-115708067717575811</id><published>2006-09-01T00:17:00.000-03:00</published><updated>2006-09-01T00:31:49.096-03:00</updated><title type='text'>uma crônica inacabada(algumas observações acerca do movimento de teatro não empresarial da confenata)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“…. dessa gente oscilante, instável, e curiosa, que são os intelectuais e os artistas em particular. gente que, no fim de contas,  é o sal da terra.” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a controvérsia sobre a participação ou não, do estado do rio grande do norte como unidade federada junto ao movimento de teatro não empresarial da confenata(confederação nacional de teatro amador) está instalada. diria até, com sensata medida, que o brasil, ou sejam, as federações dos demais estados(1) aguardam a resolução por parte dos grupos atuantes no rio grande do norte, face ao seu movimento ser razoável, quer em questões de qualidade, quer em questões de continuidade, fruto do trabalho dos grupos da capital e do interior(mossoró, etc). criar ou não? uma federação que congregue os grupos de teatro para que o rio grande do norte tenha uma representatividade oficial: eis a questão. os do contra, como em todo brasil – afirmação constatada em passagem por diversos estados – baseiam maior parte das vezes seu “ posicionamento “ levantando questões que denunciam uma coerência: imensa preguiça braçal e intelectual, ou no máximo, não procurar sarna pra se coçar. a questão posições federação e a própria confenata merecem ao menos considerações que deveria resultar de um encontro onde proficuamente fossem analisadas as arestas da questão. mas, eis um problema maior: encontro de gente de teatro. o rio grande do norte não fica atrás e não foge à regra. os “ espécimens diretores” são muito arredios a tal prática. enfurnam-se em  seus círculos grupais, nos quais são colonizadores e reis dos seus recados existenciais e intelectuais.  talvez por isso, a confederação em seu programa político modelo para 1978, recomende ao máxima a descentralização, procurando fazer com que as bases sejam atingidas e ouvidas, elementos que verdadeiramente podem operar mudanças, evitando-se assim deslocamentos de cima para baixo, que refletem um direcionamento exclusivo dos diretores, condução elitesca de quem tem maior acesso a informações e as manipula, e que, constantemente, são pegos em extremo individualismo estéril que apenas reflete profunda mesquinheza camuflada sob um processo de auto-defesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é evidente que uma federação não é panacéia para os problemas emergentes do teatro e seus praticantes. é preciso primeiro detectar em cada comunidade seus próprios problemas e meios de solucionar questões, para que se chegue a uma estrutura de organização eficiente. a experiência mostra que uma organização em moldes administrativos razoavelmente direcionada contribui para operar uma união entre os “porcos-espinho” – que durante a neve, embora ferindo-se , aquecem-se roçando-se uns aos outros – que além de “socializá-los” democraticamente podem furar um bloqueio “burocrático” imposto ao teatro. e, se consegue aliar ao processo administrativo um processo politico que desencadie um exame –e re-exames! – das manifestações teatrais, sua receptividade e seu relacionamento com a comunidade “piloto”  de atuação, quer sob o ponto de vista estético, econômico e ideológico – que é o determinante – é de saudar-se com satisfação tal movimento – que acham carlos fortaso, tarcisio gurgel e o pessoal do amai ? - . creio que já aí se encerra um bom motivo para um primeiro encontro rumo a. é claro que, devido a falta de prática, o próprio clima dos primeiros encontros não será amigável. é o início – ou podem haver surprêsas – a própria confederação tem seus problemas devido a ala radical e seu presidente tácito freire borralho, bem intencionado, mas que tem cometido equívocos, ora por movimentos passionais, ora pelo desejo de acertar apressadamente sendo enzima do processo. mas a confenata vem paulatinamente se organizando.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;muito embora eu participe de tal movimento, acho necessário um exame dos prós e contras da questão. é muito recente tal movimento. sua origem merece questionamento. é significativo que esse movimento tenha sido desencadeado verticalmente. primeiro porque os grupos nos estados não sentiram necessidade de se unirem em um orgão de classe. segundo, que alguém tivesse que dizer aos praticantes de teatro não empresarial que estes estavam pegando o bonde errado. que eles tinham uma importancia e um compromisso a uma atuação “diretamente política” em relação aos espectadores, já que o teatro empresarial é determinado pela ideologia do sistema capitalista. mas por isso mesmo de estar operando dentro de um sistema capitalista certos pontos tem de ser cuidadosamente examinados. a liberdade do teatro não empresarial é bastante relativa, caso seus praticantes não tenham lucidez e conhecimento das formas de funcionamento do sistema. usamos o termo não empresarial como substituto de amador, termo com problemas de conotaçao e denotação, que o tornam pejorativo no vocabulário atual. aqui entramos num ponto que tem sido levantado para posições separatistas, cujo princípio regedor é ridículo. estabelece-se que a relação com o capital é determinante para distinguir qualitativamente o “ profissional” do “amador”. aceitar isso é propagá-lo é extremamente revelador das intenções de quem o faz. verdadeiramente fora do eixo rio-são paulo – e algumas vezes porto alegre, minas e brasília – não existe o teatro empresarial ou seja que cumpra além doutros compromissos, obrigações trabalhistas, inps, pis, fgts, e aquele catatau todo. funciona com cachês acertados por apresentação(raramente se remunera ensaios),algumas vantagens pueris ou cooperativa – racha-se os lucros – que quase sempre são ínfimos. isso tem sido usado para desnivelar-se do teatro não empresarial(amador!)quer preconizando uma melhor qualidade de espetáculos, quer até para fins de encontro e discussão de interesses comuns(não é racine santos ?). tentativa, isto sim, amadora no pior sentido , e de significado interessante: de antemão ser melhor do que os outros pela posse de capital. tsch, tsch!  é preciso ver que posições radicais pendam para que lado forem não são elucidadivas e eficientes para resolução das questão. o teatro empresarial não é uma maldição. é preciso ver quem são os bruxos que o manipulam. seria ótimo que todos pudessemos os manter do trabalho de teatro, que mal haveria?, não fosse, como é, a manipulação de interesses. o teatro é um meio que pode estar a serviço de a ou b. acaso o oficina e o arena grupos dos quais ninguém discute suas posições políticas, não tiveram envolvimentos “graves” com o sistema empresarial? pode-se renegar o seu trabalho? é impossível a fuga radical de contatos com os elementos do sistema, e isso, é comporovavél no dia a dia, não precisa leituras marcusianas. agora que, sob a chancela de utilizar o sistema, muitos tem sido utilizados, isso lá tem. aí reside um perigo para as federações e boa oportunidade para ver a habilidade política e administrativa da diretoria da federação – presidente, secretário, tesoureiro e conselho fiscal, esta´é a formulação standard – (também da confenata).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a organização de um orgão de classe da classe teatral é bastante interessante sob diversos pontos de vista. inclusive político e sociológico. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“ agrupando um nebulosa social, uma vez que os artistas e intelectuais não se constituem classe social, pois vivem a reboque dos extratos de classe média e imediatamente superiores, constituindo-se camada intermediária, jamais podendo ser ou foram classe particular, uma vez que não tem posição independente do sistema de produção. eis a raiz da sua contradição, a raiz econômica: pertencem a uma camada social intermediária de contornos e estrutura interna movediços, partihando a sorte ambígua, contraditória e flutuante das classes médias. por isso mesmo tão marcados aqui e acolá por vicissitudes, ao realizarem um trabalho improdutivo, assalariado, mas não integrado ao modo de produção: constrangidos a elaborar e difundir uma ideologia destinada a perpetuar a exploração de que ele próprio é vítima – tal é o fundamento real, objetivo da consciência contraditória que o intelectual e os artistas formam de sua situação – burguês por sua função ideológica -  é pequeno-burguês pela sua posição social e trabalhador assalariado pela sua situação ecônomica.” (kanapa , situation, pág 29). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como vimos e sentimos em nossas próprias peles não é fácil a situação da classe e de sua estruturação em tal movimento, tornando-se necessário alertar que, a não participação na confenata não implica na formação de um movimento estadual, ou municipal, destinado a esclarecer e amparar uma minoria rumo a uma ação para si e a comunidade, despertando o “ homu politicus” adormecido no homem brasileiro. isso porque não é obrigatória e não será conseguida, uma representatividade dos anseios e interesses comuns quanto aos grupos atuantes do estado. e torna-se claro que alguns ficarão de for a por uma “seleção natural” quanto a ideologia orientadora de suas posições, cujo meio mais acurado para detectar tendências e coerências são seus próprios trabalhos. não é de modo algum impraticável uma federação que abrigue grupos não empresariais e empresariais. há federações que assim se constituem. isso dependerá, repetimos, dos critérios de quem manipula o meio. cabe ao movimento, mercado, suporte financeiro, de cada estado, implantar ou não uma profissionalização: sadia ou não. o fato do movimento empresarial existir , ou vir a existir, não determina a extinção do movimento não-empresarial, pelo contrário. caberá então a federação dar uma assistência precípua ao movimento não empresarial, cuidando para que os tratamentos de orgãos oficiais, e direta ou indiretamente ligados ao teatro não seja o mesmo dispensado ao movimento empresarial,  por uma questão lógica. creio ser uma abertura sensata e democrática, e que evita o radicalismo de ambas as partes. pois não vai ser a separação simplesmente que determinará transformações. isso é miopía analítica e impotência política acentuada. as variáveis a serem trabalhadas são bem outras, principalmente na esfera de um sistema cultural. há grupos empresariais que são bem efetivos para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;assim sendo pode uma federação traçar programas de trabalho que atinjam todo o estado, contribuindo para a fomentação e aperfeiçoamento da técnica teatral, ideologicamente e técnicamente. isso se existir um substrato cultural para tanto, que determinará maior ou menor grau de avanço, além do desejo espontâneo dos grupos de assim fazê-los, pois torna-se perigoso usar enzimas com organismos ainda não preparados. cursos, publicações, ciclo de leituras dirigidas, seminários, mostras elucidativas de teatro(com participação da platéia) são algumas das promoções mais usuais a cargo das federações. além de exame dos critérios para utilização dos teatros(grupos locais e visitantes), levantamento de locais de ensaios, campanhas junto a imprensa para a fomentação do gosto pelo teatro, questionamento da própria imprensa e sua atuação em assuntos de teatro e culturais, exame e revalidação dos programas de educação e cultura em teatro ao nível municipal, estadual e federal, criação de casas de espetáculos, publicações, intercâmbios, assistências médico-odontológica e uma série de serviços e atuações pertinentes a um orgão de classe atuante a depender de sua administração e seus filiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;obviamente existe ainda uma série de tópicos – inclusive os de ordem legal para funcionamento da federação: estatutos, registro em cartório, registro do cgc e etc -  e complexidades que devem ser considerados. mas isso parece-me tarefa dos de casa. minhas observações creio são válidas para a instauração de um processo de discussão, uma vez oriundas de quem sem envolvimento ou ranso nos litígios locais, e a experiência de uma federação que até então foi uma das mais difícéis de se instaurar plenamente. não deve-se criar uma federação por criar ou porque os demais estados estão na dança, acho. se constata-se a inviabilidade para tal criação, é bem melhor assumir esta falta de maturidade, ou outros motivos quaisquer, do que criar uma federação inoperante e arraigada de incertezas e ransos de origem pessoal. para isso nada melhor do que reunir todo mundo de casa que está ativamente envolvido e partir-se para uma debate franco o mais que possível e esclarecer-se as posições, respondendo pela responsabilidade de ser gente de teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;faria a última observação, lembrando a gramsci em sua dialética: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“criar uma nova cultura não significa apenas fazer individualmente, descobertas”originais”; significa, também, e sobretudo, difundir criticamente verdades já descobertas, “socializá-las”, transformá-las, portanto em base de ações vitais, em elemento de coordenação e de ordem intelectual e moral. o fato de que o povo seja conduzido a pensar coerentemente e de maneira unitária a realidade presente é um fato “filosófico” bem mais importante do que a descoberta, por parte de um “ gênio filosófico”, de uma nova verdade que permaneça patrimônio de pequenos grupos intelectuais”&lt;/span&gt;. por falar nisso, a classe teatral do rio grande do norte já repensou um possível ato de jesiel figueiredo contra determinado grupo baiano que foi impedido de apresentar seu espetáculo(uma revista) aí ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é meus filhos, política não se aprende na escola. “ o pensamento é um ensaio teatral”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*celso muniz, 23 anos, pernambucano de recife. juntamente com tonico aguiar responsável pelo teatro piolim. jornalista, crítico, diretor e ator, com incursões em verso e música. além de bacharel em jornalismo, foi aluno do curso de música da escola de belas artes da universidade federal de pe., e fez estudos sobre ideologia nos meios de comunicação e sociologia da arte(teatro) no curso de mestrado do pimes da ufpe. ex-tesoureiro e atual presidente da federação de teatro de pernambuco(feteape).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) federações e representações que compôem atualmente a confenata:&lt;br /&gt;fetema(federação de teatro do estado do maranhão)&lt;br /&gt;fetierj(federação de teatro independente do est.do rio de janeiro)&lt;br /&gt;festa(federação estadual de teatro do ceará)&lt;br /&gt;fetemig(federação de teatro do est. de  minas gerais)&lt;br /&gt;fpta(federção paraibana de teatro amador)&lt;br /&gt;fetadif( federação de teatro amador do distrito federal – brasilia)&lt;br /&gt;feitag(federação independente de teatro amador do estado de goiás)&lt;br /&gt;fetapa(federação de teatro amador do pará)&lt;br /&gt;fetesc(federação de teatro do estado de santa catarina)&lt;br /&gt;fetapi(federação de teatro amador do piauí)&lt;br /&gt;fitap(federação independente de teatro amador do paraná)&lt;br /&gt;fbta(federação bahiana de teatro amador)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;publicado textualmente em a república(natal) no domingo 12 de março de 1978.&lt;br /&gt;passado todo este tempo, não há como não dar algumas risadas com as siglas das federações a começar da fetapa, principalmente em se tratando de gente de teatro. outras, como a feteape, muito próximas da fetape, federação dos trabalhadores em agricultura do estado de pernambuco.&lt;br /&gt;por outro lado, o uso da palavra radical repetida algumas vezes, no contexto de não sê-lo, como sinônimo de chamamento ao entendimento, é coisa que nunca mais fiz. até então(1978) nas minhas leituras não havia chegado a parte em que marx(fora de moda?)  diz que ser radical é tomar as coisas pela raiz. portanto se quer resolver um problema não fique pelas folhas e frutos, tampouco pelas sementes. parta logo para a raiz do problema, quer dizer o radical, sendo-o ou não na acepção popular, que foi incutida pelos dominadores que nos fizeram “admirável gado novo” até hoje. mas cuidado: com certeza vão chamá-lo de radical. sabe como é, com aquele ar de ombros de que você é que é o causador de problemas. e não o solucionador ou pelo menos aquele que tenta.&lt;br /&gt;contemporizar, radicalizo? é não solucionar. o que é deveras interessante para quem alimenta o problema. não? agora é você que está sendo” radical”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31135478-115708067717575811?l=hayquetenercojones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/feeds/115708067717575811/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31135478&amp;postID=115708067717575811&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115708067717575811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115708067717575811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/2006/08/uma-crnica-inacabadaalgumas-observaes.html' title='uma crônica inacabada(algumas observações acerca do movimento de teatro não empresarial da confenata)'/><author><name>celso muniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10471824648584635403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img131.exs.cx/img131/1483/myface28og.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31135478.post-115670000245666510</id><published>2006-08-27T13:54:00.000-03:00</published><updated>2006-09-01T00:45:56.466-03:00</updated><title type='text'>plural singular *</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;a censura, seja qual for, parece-me uma monstruosidade, algo pior que o homicídio: o atentado contra o pensamento é um crime-de lesa-alma. flaubert.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é preferivel escrever um anúncio sobre automóvel, geladeira ou batom, a defender uma idéia contrária a seu íntimo. escreva a favor de um automóvel que não vai poder comprar, mas nunca a favor de uma idéia ou de um governo ou instituição com os quais não está de acordo. origenes lessa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o homem pensa. e isto às vezes é um desastre.&lt;br /&gt;acontece comigo também. daí a necessidade que temos - todos - de esgrimar idéias para além do narcisismo intelectual e da mortalha ativista. de nos fazermos plurais.&lt;br /&gt;acontece que foi inopinadamente singular, e  muito pouco plural, o libelo de francinete araújo clamando por censura neles, branindo estilete moralista sobre os peitos e rabos de chico noronha, ricardo anísio, atingindo os nossos, inclusive os dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;censura é coisa de assassinos intelectuais, tiranos, ditadores, religiosos, histéricos, assassinos de fato e portadores de corpos e mentes sexualmente mal resolvidos. ninguém precisa ter vivido a bad-trip de bastonetes na vagina, alicates nos peitos, cacetetes nos rabos, estupros, curras, maquininhas chocantes, e tours de force alucinantes, promovidos pelos mesmos e eternos defensores da censura, pra saber que censura é tortura. qualquer uma. do parágrafo suprimido ao cano de escape na boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas não sou eu que vou dinamitar araújo. o que dizer do jornalista que reivindica censura para seus iguais? ainda bem que não a censuraram. nem cabe considerar as demais formas de censura para além do brocardo de sotaque evangélico dos seus plurais singulares. leia reich, francinete. talvez ajude. afinal, rabo e peito você os tem. mas usá-los para copular com a censura ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fazendo reclame de mim? ultimamente é a acusação que mais me pesa. não é fácil manter o distanciamente crítico, alimento indispensável para sobreviver no picadeiro, ainda mais quando não se está em condições de igualdade pela falta de espaço - são tantas as formas de censura -e sujeito a toda sorte de bombardeios, inclusive o do falseamento que veta a resposta e dos cortes muito pouco epistemológicos, digamos assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas, por exemplo, quando leio walter galvão lambuzado do azedume de um certo ranço intelectual que estigmatiza a publicidade - isto é como azia dá e passa - devo intervir, contando com sua aquiescência em publicar o maldito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;reclame da benetton é título que reflete metalinguisticamente o ranço. galvão sabe como desmantelar as vísceras. é extremamente inteligente mesmo quando deslocado ou propositadamente? equivocado. o tripé consumismo, proselitismo, oportunismo, não é definitivamente o tripé que sustenta a produção da boa propaganda. se assim o for, é também o tripé que sustenta o jornalismo, ainda mais o de hoje. não? já a inserção da categoria alienante, porque dissimula o verdadeiro objetivo de vender roupas é viés academicista, no mínimo, em seu rompante. estas campanhas visam maximizar o share of mind através de uma tática que busca mídia espontânea - o que conseguem - construindo via paradoxo - benetton cutiva o dândi dandy - o brand equity para a marca. nem caberia discutir a questão ética. por falar em ética: quem é menos ético: francisco josé, ao dizer isenta a globo, ou a api, pela mão de walter santos, trazendo-o para discutir ética!?!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tampouco a classificação de autoritário ou o máximo de demagogia, populismo ou proselitismo como toda publicidade o é, a argumentação que melhor desnuda a estratégia da companha e a facúndia do articulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não devemos esquecer que a publicidade, como o jornalismo, usa técnicas para realçar atitudes, palavras, nuances, emoções. só que no seu caso, nem ao menos consegue capitanear movimentos, apenas recriá-los, quando muito, ou distorcê-los a reboque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não seria fariseísmo discutirmos nós, a publicidade e o jornalismo sem cometer haraquiri?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a questão singular é sempre plural. que os plurais não nõs deixem falando sozinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(publicado em o norte, jornal associado da paraíba, no domingo 23 de setembro de 1993, na coluna denominada plurais*, editada por walter galvão). quanto ao rabo e peitos de francinete não sei o que aconteceu posteriormente. mas parece ter doído imenso o rabo do então presidente da associação paraibana de imprensa, walter galvão, que passou a dedicar-me fiel azinhavre).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31135478-115670000245666510?l=hayquetenercojones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/feeds/115670000245666510/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31135478&amp;postID=115670000245666510&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115670000245666510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115670000245666510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/2006/08/plural-singular.html' title='plural singular *'/><author><name>celso muniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10471824648584635403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img131.exs.cx/img131/1483/myface28og.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31135478.post-115638920444837180</id><published>2006-08-24T00:12:00.000-03:00</published><updated>2006-09-01T00:44:24.830-03:00</updated><title type='text'>aula</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;no good times, no bad times. there´s no times at all just the new york times. &lt;br /&gt;overs, paul simon.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;há cerca de quinze dias dei uma aula para a banca examinadora do concurso para professor substituto do departamento de comunicação da ufpb. passei longe do que se poderia chamar de brilhante, exata e, contrariando minhas expectativas, sequer provocou uma discussão pour épater le bourgeois, graças a apatia(senga?) da banca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;confesso que fiquei decepcionado. menos por xetrar. e mais pelo fato de ser vitimado pelo xifodismo que a universidade continua a perpetrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sem conseguir difundir- ou permitir - a discussão crítica e oxigenada do saber, que julga produzir, ungida por um discurso acadêmico cuja função é preservar o espírito de corpo cuja aspermia reflete-se na suprema ironia de, para perpertuar-se como está, alimentar o fosso entre a teoria e a prática. velha astenia que sua pretensa modernidade não consegue resolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a motivação desta aula , porém, não e a contestação pura e simples de um “desclassificado”. mas a constatação e o chamamento para discussão pluralista – ainda que limitada pelo espaço – das circustâncias atuais na cátedra do jornalismo impresso, propositura que o decon castra, lambendo suas entranhas, mostrando-se “afável” apenas no discurso ideológico da proclamação do saber titulado, articulando falas – linguagem é poder – substancialmente vagas para a sociedade no discutível dialeto da superioridade acadêmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;minha aula teve como ponto, o lead, a pirâmide invertida e os realces, aspecto da técnica de apresentação de notícias. de saída propus a releitura de tais questões uma vez que são administradas sob a ótica que desconsidera totalmente as transformações acontecidas – e em curso – com o meio jornal. esta ótica não propunha dissociação as nossas indigentes condições. muito pelo contrário, já que de per si dedicava-se à formação teórico-prática de mão-de-obra fadada a encalacrar-se nos crônicos problemas das redações locais. defendi o papel de uma teoria que oxigenasse a visão dos alunos com informação nova - até citei wiener: “viver efetivamente é viver com informação adequada “ -  e acima de tudo, propus o componente crítico como equipamento indispensável a quem vai produzir ou conduzir idéias. isso, sem dúvida, bate de frente com uma bibliografia desatualizada –e acrítica – com as mudanças conceituais e tecnológicas do jornalismo dos anos 90, que decididamente não combinam com a literatura gagá, cujo formalismo remete para a classificação da existência do lead retardado, isto sim, um retardo sem tamanho na formação intelectual de quem procura a universidade para aprimorar suas potencialidades. evidentemente a banca acha que não. e como nós profissionais somos capengas no didatismo acadêmico – preferimos ter idéias a ter método e jujuba na cabeça – isso agrava ou destrambelha a exposição. acontece que a banca também não é composta por jornalistas ou professores brilhantes como as aulas que eles querem ver. calma gente!  eu não estou ofendendo ninguém. apenas disse que wellington, custódio e alarico não são brilhantes, o que não quer dizer que não tenham suas qualidades(é que em joão pessoa todo mundo se acha genial).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não se pode desconsiderar, a não ser por interesses mesquinhos da sonegação do saber ou manutenção do status cu(ou como diria um provocateur, status cu)  que o desenvolvimento de novas tecnologias, a segmentação e diferenciação do mercado, o desenvolvimento dos meios de comunicação e as alterações no comportamento do consumidor impactaram substancialmente as relações da produção jornalística. se antes tínhamos um jornalismo movido pelo poder político, hoje temos um jornalismo movido pelo poder econômico, coberto pelo manto da mercadologia, o que não atena sua face, muito mais cruel e pragrmática, da manipulação de informações como forma de controle social. e neste contexto, dar uma aula “brilhante” tendo como substrato mário erbolato, exige um poder de abstração e negação que não possuo, mas que é comum aos “amestrados”. ainda mais dando de cara com uma banca que não olha nos olhos do candidato, seja ele brilhante, medíocore, détraqué ou carrapato, principalmente quando desdizendo sua bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;iconoclasta inconsequente? nem tanto mestre. só que sustentei que o lead não é mais ponto axilar na introdução da notícia aos olhos do consumidor. não custa lembrar que um dos maiores sucessos editoriais do momento é ray gun, revista quase ilegível, excêntrica, um desafio que precisa ser decodificado pelos leitores, concebida por david carson, art director e graphic designer, que já havia feito experimentos cuja ousadia resultou na premiadíssima beach culture. mas este é apenas uma das pontas do novelo ligada a outra pelo conceito de target.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o hoje e o amanhã da mídia impressa no brasil estarão sendo discutidos no print brasil 93, que vai acontecer em outubro. não sei se a banca vai estar lá. mas lá, com certeza, não podem botar banca. porque se forem com este discurso praticado na unversidade vão ser internados por “osteoporose intelectual” sejam mestrandos, phd´s ou pós doutorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a miopia crítica também está presente no mercado profissional. é compreensível do ponto de vista deles. mas que interesses movem alguém a dizer que pilotar a computação dos nossos jornais – com 386 foras de produção e softwares de calças curtas – dá no mesmo que pilotar o asashi shimbum? a saudar e aceitar o termo multimídia como caracterizador de plus pessoal? quando a multimídia – um termo dos anos 60, descoberto aqui e agora ? -  já morreu? (o que vive é a intermídia, assim como a telefonia celular já era. o quente é a intermídia celular e um sem número de processadores de comunicação que estão sofrendo uma aceleração violenta e que vão atingir nossas cabeças mesmo em redações na idade da pedra(quanto mais 386 mais pedra) a exemplo do jornal em tablete, os roger fiddler, do information design lab, do grupo knight-rider).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é preciso que fique claro que não decretei a morte do jornalismo impresso apesar das modalidades de jornalismo impresso telemático existentes. o que se tentou discutir – e foi um fiasco, repito – foi o momento das transformações do jornalismo determinado pelo sintoma da segmentação que tem levado a cadernização, colocando a diagramação como cabeça de praia no panorama atual – nunca houveram tantas e tão frequentes reformas gráficas – que alteram o papel, segundo a decom, imexível? do discutido lead já em sua concepção. jornal hoje é sobretudo um laboratório de designer gráfico onde busca-se uma gestalt impactante porque a linguagem jornalística em-si mostra-se incapaz de despertar ou prender a atenção, pois nunca houveram tantos meios informativos para captar a atenção do leitor tradicional de jornais. jamais houve uma geração que tivesse mais a sensação de que pode viver sem ler jornais como a de agora. não é uma questão de credibilidade. há uma diminuição alarmante no hábito de leitura entre pessoas entre os 18 ou 30 anos. esta,  mais uma centena de conclusões, são do seminário modernidade em jornal: a conquista  de leitores e anunciantes , ministrada em 1990 por professores da universidade de navarra – faculdade de ciências da informação – que hoje ocupa a vanguarda de repensar e modernizar o jornalismo. o que faz o nosso decom? cede um ombudsman porque o jornalismo local não tem ética ou culhão para ter um profissional dos seus quadros na função? poncif!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a nossa banca seguindo os mandamentos acadêmicos, está mais preocupada com o tempo de cinquenta minutos ignorando o que se passa – foi a impressão que ficou – na alteração do consumidor que considera, inclusive, anúncios como notícia informação, ao tempo que nossos jornais desconsideram tal fato, assassinando anúncios razoáveis, quer pela diagramação inconsequente, quer pela produção própria de publicidade natimorta, caricatural. cinquenta minutos de aula expositiva sobre lead é demais para mim. aulas expositivas são tão ineficientes como a abordagem erbolátea. um atentado à mediocriade que se preza. aula é show-off(que não dei). e tem que ter feed-back. depende do professor e dos alunos( e da banca também). exige sua participação munidos de leituras prévias, para que se subverta a relação paternal professor, detentor do saber inquestionável, e alunado, que necessita de tal muleta. aula é seminário. profusão de opiniões, ainda que equivocadas. aluno que não contesta não deveria entrar na universidade. utopia blakeana? evidentemente isso não faz a cabeça do saber “escolástico”. o resultado? o que se vê na prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não se formam jornalistas brilhantes na universidade. não é à toa que vem à baila a discussão sobre a validade do diploma. nenhum jornalista brilhante ou vibrante da nossa geração nasceu pela universidade ou tem mestrado ou doutorado. pulitzer não se ganha com títulos a não ser de matérias. jornalista não se forma(mas se deforma) ou é do ramo ou não. a função da universidade é dar-lhe equipamento intelectual para que ele aprimore suas potencialidades. isso ela não faz, já que alimenta o fosso acrítico e o academicismo. e a questão levantada que jornalista não é escritor, é a recaída no esquematismo da pureza da notícia que tem a mesma raiz da dominação que ainda hoje vitima o jornalismo interpretativo e opinativo. jornalista escreve história que vira estória que vai para a história(mas só pelas mãos dos brilhantes onde, evidentemente, não tenho a pretensão de me incluir).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;também não se pode esquecer que a categoria substituto tem duas leituras. a de substituir pura e simplesmente uma peça tecendo loas e mesuras à cartilha acadêmica – possivelmente o fato da mestranda ter se dado bem, ela deu a aula que a banca queria ouvir. e a de substituir métodos, acríticos e anquilosados, que estão incrustados nos verdes e lodosos quadros do decom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lamentei não assistir a aula dos demais concorrentes. lamentei ainda mais que não assistissem a minha. certamente eu teria aprendido um pouco mais. não é, pois, a aula uma troca(docendo discimus?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fim da aula com o joão rodolfo prado:” nosso tempo é caracterizado pela descoberta da língua e do discurso, da consciência de que não há dizer natural. em nenhum lugar se admite o inocente. é um tempo terrível. tudo tem significado. até mesmo um discurso gráfico”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a quem interessa o discurso do lead acrítico? da aula exata? da titulação estéril? aos estudantes de jornalismo ou à universidade naufragada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in tempo – aula já estava pronta antes do imbróglio petrônio souto. se é por esta ótica  o concurso deveria ter sido anulado pelo simples fato de que os pontos não foram sorteados no horário previsto pelo edital, o que favoreceu retardatários. aliás, o famigerado edital também não informava a remuneração para o cargo e o peso dos itens títulos, aula, experiência, no concurso(professores de jornalismo não sabem escrever um edital?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fiz o concurso como uma forma de aprendizado para sentir o que me esperaria caso me candidatasse a cadeiras pertinentes a propaganda que é o que me interessa. não sou cabotino a ponto de dizer que se fosse classificado não pensaria em aceitar. mas não fui. pronto. cabe lembrar que a discussão entre a dicotomia academicismo-prática(ou praxis) não teve o objetivo de empanar o mérito da candidata vencedora. existem profissionais tapados e titulados brilhantes. e vice-versa. só que os profissionais estão ganhando de goleada. oxalá a candidata não faça gol contra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aula foi publicado no jornal o norte, associado da paraiba, no domingo 10 de outubro de 1993, aqui já com correções aos erros cacográficos e de revisão de então. &lt;br /&gt;com rigor, do ponto de vista acadêmico, o “four-fait” da aula no concurso, foi meu excesso de confiança na capacidade de improvisação, e de não ter preparado um esboço mais concatenado de divisão de tempos e conteúdo, somando-se a  isso um dia de bioritmo não benéfico, e tem-se o quadro. acontece até com os melhores. &lt;br /&gt;por outro lado, se assim não fosse, que graça teria uma aula acadêmica? pensava eu, como se isso contasse pontos, para banca tão ciosa de seus princípios. by the way, entre mortos e feridos, salvaram-se todos? com suas culpas e acertos.&lt;br /&gt;interessante neste artigo, creio, é a antecipação sobre questões de perda de índice de leituras por parte dos jornais, e o tópico referente a comunicação intermídia há 16 anos passados, o que me fez passar por viajandão à epoca&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31135478-115638920444837180?l=hayquetenercojones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/feeds/115638920444837180/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31135478&amp;postID=115638920444837180&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115638920444837180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115638920444837180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/2006/08/aula.html' title='aula'/><author><name>celso muniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10471824648584635403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img131.exs.cx/img131/1483/myface28og.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31135478.post-115595672974240486</id><published>2006-08-19T00:04:00.000-03:00</published><updated>2006-09-01T00:45:13.886-03:00</updated><title type='text'>o fusca e a farsa</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;os homens deveriam ser aquilo que parecem.&lt;br /&gt;iago, otelo, shakespeare.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lançando mão de um número, cabalístico? 13 mil, a volkswagen do brasil, agora uma divisão da autolatina, anunciou, sardonicamente, a fila de espera para o que seria um acontecimento histórico: a volta dos que não foram(tema de anúncio)ou seja, o fusca novamente na linha de produção. travestido de pós-moderno-popular, como se fosse possível existir um carro popular, num país que em que nem uma bicicleta pode ser adquirida por uma família classe média, sem forçá-la à dieta, quanto mais pela inominável maioria vitimada pela infecciosa moléstia apelidada de salário mínimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;insone ironia. passados quarenta e tantos dias do anúncio, o fusca encalha. é desovado à forceps como brinde na compra de santana e quantus – que também encalham, pois no segmento existe coisa melhor, importada e mais barata – e mesmo assim à duras penas, porque muita gente exigiu o desconto e desprezou o fusca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a volkswagen resfolega e anuncia baixa de preço. o fusca não fala mais ao pau dos brasileiros? ou não se fazem mais fuscas como antigamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dernier cri-cri, no país do presidente que apesar de topetudo é o presidente mais sem topete que já tivemos, as principais publicações do país – isto é, folha, veja, e aquela que tem nome de uísque – ejacularam repetidamente provincianismo bicolor, açodando e açorando itamar e lisle, a lucena de belas coxas. da musa do inverso, mediados “simbolicamente” por seu affair bip!bip! com, em, por e pelo fusca, seria o fusca um afrodisíaco ainda não descoberto pelo josé carlos, expert em todo tipo de bolas, inclusive as tailandesas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;somos um país de adoráveis sem-vergonhas? de intelectuais eunucos? ou de uma imprensa que só mama quando não goza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a centimetragem dedicada a este tipo de “voyeurismo”, eu heim, vote! é de fazer qualquer lençol de puteiro manchado – com labor e honor, sim senhor – enrubescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;transformou-se caso banal, outonal, que itamar não é mesmo de ações tórridas, pelo menos politicamente, em “fotonovela cucaracha” – atenção televisa/sbt – com direito a cenas à torto e à direito , inclusive de arroz brochado, sublimando os foras do casal ainda? unido pelo símbolo caga-sebo que acabou-se por tornar-se imprestável maxabomba pelas mãos de um motorista, senão de, com fogão(a inglaterra é o pais dos mordomos. o brasil é o pais dos motoristas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vão chorar os pais e o país – a grande imprensa(tem menos de “nine” madona) insiste – mais pela perda do fusca do que pelo fim-de-caso com o itamar que, convenhamos, não era bem visto. pois presidente que se preza tem amante que entra pela porta da frente com toda pompa e circustância e que só admite entrada, jamais saída, pelos fundos, ainda mais escoltada por ajudantes de ordens e “amigos” de todo tipo. aprenda-se com o menén que, além de baixar a inflação, sabe fazer outras subirem com mais estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;chora a pátria amada a perda do objeto fálico. oh! estupor, imprensa de centímetros balofofos e tonitroantes. a volkswagen e lá algumas de suas concessionárias prometem-lhe um conversível. itamar ganhou o dele, da ala da volks machista? enquanto lisle fez beicinho “ eu agora quero um fiat”. a fiat deveria fazer um anúncio: enfiate nele lisle, grandprix de alto- nível-baixo-.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas a imprensa atarracada de grande não desiste. a volkswagen também não. itamar não tinha sogro. só o pai de lisle, presidente do congresso, contrariado tantas vezes – qual é o pai que gosta de ver a lisle com um cara topetudo a dirigir o fusca da filha e depois dar-lhe gêlo? nem se fosse o elvis – a ponto de dizer que ele, itamar, não devia tratá-la assim -ninguém sabe se assado-.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o fusca derrapa. humberto é bafejado pela força centrípeta da cpi, de onde nem deus escapa, tamanho o estado de merda em que estamos, coliformes e disformes para todo o lado, atingindo culpados, calados e honestos que, segundo millor, se julgam assim porque não sabiam da mamata. como diz racine, o “ latim macarrônico” hoje é pouco(“ ainsi que la vertu le crime a ses degrés” ( seja diferente fale frances e gaste seu salário de nada em dois dias do mês).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas humberto, com h de honesto pra dar, defendeu-se no reflexo: “ podem me chamar de burro mas desonesto não”, que nem mansarda tenho, carregando no sotaque de probidade de quem é ateu perante o deus mamon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não bastasse o malogro de ser sogro do itamar e ogro para a imprensa, humberto, sendo mais honesto do que nunca, cometeu o suicidío intelectual do ano ao procurar distinguir alhos de bugalhos, tassalhos de borralhos, vergalhos de chanfalhos e mangalhos de todo o resto. transformou seu atestado de pobreza em atestado de mediocridade. pobreza não é rima perfeita para honestidade. tem muito pobre, de espírito principalmente, ladrão, o que ilumina a incompetência de quem não pode dizer, sou rico e honesto, esta sim uma lapada para desnortear qualquer teoria do enriquecimento divino, coisa que joão alves não inventou, aprendeu com a igreja mesmo que, como não tinha loteria, saqueava, mamava, vendia, postergava através de éditos e bulas, simonia abençoada, amém. ladrar pobreza é algo pobre demais para quem se aventura ao governo castrado por um partido que nem na comilança do desagravo lhe quer na sobremesa. mas isso é assunto para o macaco e sua essência ou o óbvio e obtuso, novos plurais? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e zuas daqui, zus dali, lisle deixa de ser legalhé. eis que ressurge montada no sofá de jô soares, guerreira,articulada, coerente – foi só ficar longe do itamar? – fazendo vibrar as notas da imprensa local, tímida ante aquele bocâo que saracoteou o inconsciente coletivo de muita gente que “pensou”:  cabra boa, queria ter uma filha assim. xô incesto! funcionária honesta, é filha de um presidente, teve caso com outro, noblesse oblige, apesar do salário de Cr$107 mensais, que não tem mais fusca, mas que agora revela-se não mais pelos pendores de luscos –fuscas na alcova topetuda, mas como a mol à la page, não se deixando dominar pelo terrível peso-pesado-das-saias-justas que é o jô-man-talk-show. dá-lhe lisle. diante dela a raposa dos provérbios não diria tão bela mas sem conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;máscaras da tragédia e da comédia nos espaços da mídia. itamar. lisle. fusca. humberto. não cabem noutros papéis? o brasil não nos cabe e em sí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dizem que na alemanha querem comprar fuscas. sim. mas como diletantes burgueses, vão de ferraris, bmdabliús e royces, comprar antiguidades. autenticamente. sem farsas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;publicado no o norte, diário associado da paraíba, no domingo , 07 de novembro de 1993. aqui já com as correções dos erros cacográficos de então produzidos em tempos de máquinas de escrever manual. o interessante é que já estão presentes no miolo, caso não tenham notado, cpis e esta merda todo que comemos no presente. ah! você não come. tá bom, fica combinado assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31135478-115595672974240486?l=hayquetenercojones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/feeds/115595672974240486/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31135478&amp;postID=115595672974240486&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115595672974240486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115595672974240486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/2006/08/o-fusca-e-farsa.html' title='o fusca e a farsa'/><author><name>celso muniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10471824648584635403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img131.exs.cx/img131/1483/myface28og.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31135478.post-115495695437524404</id><published>2006-08-07T10:22:00.000-03:00</published><updated>2006-08-07T10:22:34.383-03:00</updated><title type='text'>a idade da angústia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2996/951/1600/caveira.1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2996/951/320/caveira.1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;mercado da angústia de henri pradal.paz&amp;terra,1979.199 págs. Cr$220,00.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a proposição de henri pradal é o estudo das razões da transformação da angústia de base do homem em sua trajetória na sociedade hodierna, tomando como motivo condutor a noção de mercado observando que, cada vez mais a angústia pode ser considerada como expressão de uma nova poluição,como um sub-produto da sociedade industrial. pradal circunscreve o mercado quantificando a maneira de viver, conferindo ao homem uma dimensão econômica englobando a totalidade de nossos atos, de nossos desejos que nos impelem à ação, a maioria das nossas funções fisiológicas, e a origem de elevada percentagem de nossas doenças. eis que o resultado é a supressão da angústia primitiva - eterna mola de ação - substituiída por uma angústia falseada e patogêcina, na medida que sua perspectiva é a demanda e a oferta do consumerismo rumo a coisificação a níveis infindos que prenunciam a aniquilação das verdadeiras possibilidades de ser humano, castrando-o a condição de mamífero em desuso, promovendo um verdadeiro assassinato social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a medição dessa trajetória rumo a "anomia" é feita através do empreendimento médico e demais mitigantes , configurando-se o exercício da medicina e suas extensões através de técnicos instruídos a etiquetar males bem codificados, logo se atendo a disgnosticá-los e medicá-los segundo as regras curativas dominantes, mais interessadas em restabelecer - do que prevenir - incentivando a patogenia para cada vez mais escravizar o indivíduo reintroduzindo-o no mercado numa disponibilidade que em nenhum momento quesitone a origem e a consequência de taís síndromes. clínicos gerais, psiquiatras, psicólogos, psicanalistas, aliados a outras modalidades de programadores sociais, constituem o oficialato subalterno da corporação dos profissionais da angústia cada vez mais eficientes no manejo bisonho do gládio da psicoquímica. uma vez que a angústia produzida pela economia mercantil - ou por sugestão ou por sujeição - apresenta-se, ora como matéria prima, ora como manufaturado, é dela que tal organismo aufere seus maiores lucros. afinal, a angústia do homem foi deslocando-se dos mais variados niveis - inclusive da metafísica primitiva -  para um só canal deferente, que advém não do que ele é ou deixa de ser, mas sim do que tem tem ou deixa de ter, possilitando hospedagem a uma amgústia patológica que visa o achatamento da consciência e uma posterior supressão de qualquer pensamento conflitante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o aparecimento do título de pradal é acolhido com simpatia de quem reconhece as boas inteções de um labor intelectual eivado de preocupações quanto ao aprofundamento de estudo e denúncia das relações de dominaçao. porém como o "inferno" - ou o mercado - está repleto de boas intenções, manuseá-lo com proveito exige bem mais do que julgam condizentes em sua missão resenhistas de beiço crítico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a principal observação que se deve fazer ao trabalho de pradal são sobre suas pernas esguias e dispostas que entretanto parecem desconhecer a contextura da lama que as aguarda quando se pensa atingir a última camada do pano de fundo do charco histórico. devido a esse provável desconhecimento é que bambeia na consecução final do projeto, é que na questão da angústia, o importante não se resume a fisgada metodológica dela em sí mesma, mesmo enquanto origem e conseguências. o importante está em manusear o feixe ontológico sobre as sinapses da experiência negativa como enfatizou hegel.&lt;br /&gt;o mergulho diagonal configura a inelasticidade teórica de pradal, de sorte que sua clareza torna-se ambígua, não lhe permitindo golpes mais contudentes no terreno da praxis político-filosófica, fazendo com que sua arrumação do tabuleiro deixe a desejar;ora aos não iniciados, pela manipulação de dispares conceitos e sua incompleta formulação, somados a utilização de um vocabulário erudito-clínico que desprezou - ajulgar que o livro tomou forma a partir de cartas de milhares de angustiados - a possibilidade de um feed-back que não um ruído angustiante - e a depender do nível de leitura - onde o óbvio ficou oculto. aos iniciados, entretanto, transforma-se em excessiva retórica - onde os cuidados fisiológicos clínicos podem ocultar e/ou resultar eufemismos ideológicos - que apenas se superpôem ao mosaico de múltiplas leituras que, no autor, transparecem rarefeitas e  miniminizam sua contribuição sobre a fabricação do controle social através da angústia, nos aparecendo a reboque de autores que resolveram tais questões de foma bem mais brilhante, talvez por se preocuparem menos com a sorte morfológica da angústia e optarem por uma penetração sem rodeios na questão social. tal comportamento se atribuído a sua formação média(guia dos medicamentos mais usuais e os grandes medicamentos, também pela paz&amp;terra) só faz confirmar o que escrito sobre o primado clínico na explicação do processo de supressão da angústia de base, descrevendo caracteres da tríade do psiquismo-corpo-ambiente, perdendo entretanto a rica oportunidade de reaparelhar os conceitos de excitabilidade e reatividade rumo a somatização à luz política, mais conreta para definir o estágio configurado  da criação da angústia como sub-produto, causa e resultante do consumerismo, que imediatamente nos traz à lembrança lukács, transportand-se a reificação para tempos onde o organismo industrial aprimora eficientemente suas técnicas de eliminar o aguçar desta percepção e, consequentemente, sue combate como forma de servidão humana. objetar que isso é opção metodológica(finca-pé-ideológico) é assinar o pobre compromisso de não recorrer explicitamente a conceitos chaves e passagens intelectuais pré-firmadas pela teoria marxista, instrumental inegavelmente mais rico e mais preciso para a consecução do tema, quando seu instrumental é tão mais dispendioso e menos configurante. é como recorrer a picadas múltiplas e redundantes - encurtanto isso sim a compreensão formativa - quando já se as tinha abertas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em consequência dos canais narrativos usados por henri pradal, a ressonância maior da questão da angústia torna-se um descompasso a iniciantes que não conseguem projetar uma sáida de seu quase labirinto de construções pois, sem imaginação sociológica prontamente referenciáveis é certo que engrolarão suas expectativas. é que pradal esbanja morfologia, mas falta-lhe a síntese que o faz parecer repetitivo de gurus bem mais " carismáticos", ilusoriamente projetando-se como ímpar. o decifra-me ou  devoro-te na deslocação do eixo da angústia do óbvio oculto para o oculto óbvio está no fato de que na supressão da angústia primitiva implica na neutralização de uma capacidade mental que hoje mais do que nunca corre dia-a-dia o perigo de ser obliterada que é o poder do pensamento negativo, leit-motiv da herbert marcuse em razão e revolução. aqui está o porque da nossa vigilância a prada: é que ele denuncia o que está na ponta o iceberg, insinuando que por sua forma a base tem que ser bem maior, enquanto uma exposição desfraldada ao lume da teoria marcista explicita a base deste iceberg, possibilitando, mesmo a quem não enxerga a ponta do mesmo, fazer projeções sobre métodos - não importando os custos - são usados porque aqueles que através do controle social se querem perpetuamente ápices, manuseando a angústia coletiva - uns contra os outros - para que lá permanceçam os que lá já estão. por isso o paroxismo da angústia. este é básico para a manutenção da estrutura piramidal.(continua) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;originalmente publicado no diário de pernambuco, no panorama literário, em 22 de agosto de 1980.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31135478-115495695437524404?l=hayquetenercojones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/feeds/115495695437524404/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31135478&amp;postID=115495695437524404&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115495695437524404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115495695437524404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/2006/08/idade-da-angstia.html' title='a idade da angústia'/><author><name>celso muniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10471824648584635403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img131.exs.cx/img131/1483/myface28og.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31135478.post-115495655969085713</id><published>2006-08-07T10:15:00.000-03:00</published><updated>2006-09-01T00:43:06.996-03:00</updated><title type='text'>pinxinguinha: um projeto carinhoso para alguns e sufocante para o resto?</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“reduzir uma sociedade de 100 milhões de pessoas a um mercado de 25 milhões, exige um processo cultural muito intenso e sofisticado. é preciso embrutecer esta sociedade de forma que só se consegue com o refinamento dos meios de comunicação, dos meios de publicidade, com um certo paisagismo urbano que disfarça a favela, que esconde as coisas”. oduvaldo viana filho, 1974, pouco antes do seu falecimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as subvenções estariam domesticando e paulatinamente enterrando a cultura nacional ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esta é a pergunta que muito se tem feito ultimamente. de críticos da cultura a políticos, de provocadores a setores da própria classe artística, preocupada com o derrame subvencionista para feitura de confeitados pacotes culturais, servidos à guisa de fartura e cardápio mas na verdade prato único de um regime imposto a nortes/sul/leste/oeste deste país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o projeto pinxinguinha já deixou o aeroporto dos arrecifes velejando numa maré mansa financiada pelo banco do brasil até a foz do amazonas. em nossa cidade foi efusivamente saudado com os chiliques do já era tempo, finalmente lembraram-se de nós, pois dos cajús as cirandas nós também somos amantes da cultura. lado a lado, bom caldo de páginas descritivas e manchetes vistosas aos “ são os artistas do sul que vêm “. as cartas à redação registraram afluência dos ótimos, maravilhosos,sou macaca da marlene,muxoxos ao simone´s gay club e protestos de algum tinhorão da terra contra os arranjos dos grupos acompanhantes. contudo, nenhuma preocupação de um comentário vertical sobre os aspectos formais e conteudísticos ou das “bençãos” que determinaram a vinda do pixnguinha e outros artefatos. nenhuma especulação quanto às consequências da invasão dessas troupes no espaço artístico/cultural do recife, província que luta para esconder – e não eliminar – as consequências de seu complexo de “sub” querendo ser “ super”. recebidos todos foram com salamaleques de quem já, eunucos, afeiçoados a paternalismos adocicados em meio a muitas laboradas. questões da hospitalidade gilbertiniana ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a platéia recifense – e não os “meninos” da cidade – acostumados com outro gosto, deliciou-se com três meses de pirulitos musicais. mais nada. nada mesmo além de reclamações inconsequentes sobre apertos e beliscões. o projeto merecia maior atenção, a nível macro e micro analítico, para uma degustação crítica como mandam os bons preceitos da biótica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a atitude de democratização da cultura muitas vezes tem sido desastrosa sob o ponto-de-vista cultural/artístico e socialmente tem levado a um obscurantismo e alienação cada vez maior. daí a preocupação que tem a ver com o perigo iminente da maior intoxicação de um público/povo confuso pelo regime dietético imposto, com uma cozinha cultural sem pratos da casa(afinal um pouco de terra no “mousse” de quem não tem feijão com arroz, não faz mal pra ninguém: aliás, é até bom pra garganta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esses pratos, quando não substituidos por guloseimas alienígenas – com suas consequentes cáries, cirroses e acefalias – são refogados por um tempero ditado por uma receita ideológica que adultera o sabor da feijoada geral brasileira que há muito saiu dos panelões de barro para as panelas de pressão das multinacionais. esse desacerto intelectual/intestinal intencional leva a inversão dos movimentos peristálticos consequência do empaxamento – daqueles que comem – burguesia e classe média, e ao esvaziamento cada vez maior no ventre de nossa necessidades básicas cujo ronco da pança é abafado por bandas musicais quando não marciais. esse regime forçado contribuiu cada vez mais para um distanciamento dos caracteres gustativos culturais pertinentes a aproximadamente 80% dos brasileiros. o distanciamento/esquecimento é feito através de uma política cultural(entremeio de uma política global) que com maestria e pérfio critério renega essa população maior que deveria ser tomada como objetivo a partir de suas necessidades estomacais/culturais. necessidades estas gritantes, mas abafadas por guitarras e “baterias” afiadas que camuflam a miséria, concentrando-se em extratos da população financeiramente ativos e interessados na manutenção do “ status quo”, enquanto que a maioria produtiva fica a ouvir o canto das sereias e algum xaxado aqui e acolá num arrastado a caminho da solapação geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na verdade o projeto pixinguinha trouxe alguns bons momentos em meio a uma programação bastante irregular. mas esse “ bombom” é muito relativo e cômodo confrontado às condições atuais da sociedade brasileira e do entranhamento de suas relações. é o caso de pensar que “ coisa oferecida ou tá podre ou tá ardida “, principalmente quando gerido a nossa revelia, e de maneira muito mais eficaz para o desinchamento de alguns reclamos e conservação da boa fé de quem “ingenuamente” satisfaz-se com tão pouco em meio a muita falta de tudo. torna-se portanto necessária a especulação e a divulgação de certos fatos encolhidos tentanto a visualização do mosaico por inteiro, incluisive fazendo sentir que paliativos e migalhas são questionados não por mera contestação,e sim, porque demos falta do naco maior surrupiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o projeto pinxinguinha é parte de um conjunto de medida identificadas com a politica naciona de cultura, através do qual o estado vem desde 1964 desenvolvendo uma vasta e complexa organização cultural que permeia o conjunto da sociedade civil em suas instituições, grupos e classes sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o início da década de 70 marcou o arranque definitivo para o investimento maciço em capital humano(educação) e nas extensões do projeto. nas universidades procurou-se modernizar o ensino, isto é, torná-lo eficaz e econômico segundo as exigências do modêlo econômico vigente, despolitizando as atividades de professores e alunos, numa produção massiva de tecnocratas visando uma massificação e não a emancipação, através de um ensino que torna o aprendiz dependente e sem capacidade crítica(ver manfredo berger, educação e dependência, difel/ufrgSI, 1976). nas extensões do projeto se tratou de despertar à atenção do brasileiro para a cultura(esportes também), mas evidentemente para a chamada cultura oficial, cujas manifestações tem o toque do comportamento extremamente interessante ao binômio segurança e desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;seguindo estes moldes iniciou-se dentro dos cânones estabelecidos o incentivo ao faça você mesmo arte, com manuais e proposições de linhas estéticas para um retorno absoluto ao l ´art pou l árt , como bricolage(trabalho feito em casa como lazer). desde as “inofensivas” aulas de educação artística que descaracterizam os aspectos sociais e universais principalmente de uma criatividade que possa vir a ser inflamável, dando, da aula ao recreio, a visão de arte como puro brinquedo e/ou terapia, confundindo o significado e alcance político da mesma desde cedo,além de toda sorte de tentativas de dissociar o artista do cidadão em seu papel indivisível na formação da cultura, procurando conflitar a verdadeira função da arte na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nessa reformulação também se procurou modificar a política de atuação de orgãos públicos relativos às artes, ciência, pesquisa e divulgação de informações e conhecimentos. o ministério da educação e cultura inflou-se com orgãos que balizam agora aspectos básicos das condições de produção e debate cultural no país. conselho federal de educação, fundação nacional de arte(funarte), serviço nacional de teatro, empresa brasileira de filmes, conselho nacional de folclore, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a este respeito pode ser agumentado, e aceito até certo ponto, que alguns desses orgãos, como o SNT, por exemplo, realizam até hoje um serviço onde antes o abandono era geral, inclusive por questões de quem em sua direção pertencer a classe artística ou portadores de sorriso liberais. mas o exemplo de “patética, de joão ribeiro chaves netto, premiada pelo SNT, por uma comissão determinada pelo orgão, no concurso de dramaturgia de caráter nacional que teve os originais “sumidos” pela polícia federal bom como o decretado cancelamento do prêmio é patético, não deixa alternativas. desentendimentos entre o ministério da educação e ministério da justiça? não. apenas que na hora do pega pra capá, “liberais”, “sensíveis”, e tentativas – bem sucedidas algumas vezes, aceito – de fazer um trabalho paralelo acordam em brasa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;octávio ianni(in o estado e a organização da cultura, encontros com a civilização brasileira nº1) fala acerca de uma produção cultural a três niveis: incentivada oficialmente;tolerada (com sarrafões, o grifo é meu) e proibida. ambas a duas como diria o bom filósofo trazem o carimbo do DCDP/PF*, a outra “ tatuagens”. essa permissão quando não ludibriada pela inteligência de alguns, e agora, a rara burrice dos censores, transforma-se de uma burocracia intencionalmente montada em tartarugas, a passos de relâmpagos(capitão marvel nunca enganou ninguém) desde que o produto, obedecendo a ordem do dia, trate de valorizar, revelar, ou desenvolver, a “cultura brasileira”, a “memória nacional” , os “valores culturais brasileiros”. nesse sentido todos apoiam a circulação e o consumo de artesanato, folclore, literatura,teatro, cinema, artes plásticas e o escambau, numa pseudo-abertura verificada nas formulações correntes ou nos discursos dos governantes e seus porta vozes. mesmo assim há o trato distinto para o “patrimônio histórico e científico”, denominação dada ao patrimônio dos dominantes, ao passo que o dos subalternos é “ artesanal e folclórico”. mas o povo existe apesar do povo. porém, quando o paternalismo ataca, esse artesanato e folclore, sofrem mordiscadas devastadoras. quem já viu um folguedo popular em seu habitat de origem e assistiu o mesmo transportado para a casa da cultura, por exemplo ? os tentáculos são infalíveis. sob a aura de prestigiar os valôres autênticos, esclarecer a classe média, contribuir para a melhoria soció-econômica daquele que “brinca”, através de um cachê que não resolve problemas crônicos, se exerce o contrôle da criação popular incutindo-lhe freios, que vão desde o corte do picante – a moral como qualquer outra forma de ideologia tem um caráter de classe – a fazê-los traduzir valores dominantes por sua bôca dominada. quem viu um facêta numa e noutra apresentação pode calcular quanto seus lábios estariam amargurados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;muitos desavisados(até quando meus filhos?) entreolham-se ensimesmados perguntando-se, se assim fosse, porque haveria de ser trazido tantos eventos, trazendo inclusive cantores malcriados como o gonzaguinha? realmente, isso leva a destrambelhar o raciociocínio de quem mais audaz. mas não há bem perfeito que não mate e vice-versa. e vem justamente daí , a depender da inteligência de quem envolvido, a possibilidade de uma vez “permitido” , de estabelecer uma meta-comunicação ou um trabalho inverso como queiram, desvencilhando-se de outros perfumes e dando o recado. porém tudo não é tão simples como parece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no opinião ,277(quando circulava) josé castello branco nos fala da percepção por parte de estado da necessidade da “criação da cultura nacional”, da tradição cultural. o rosto cultural de um país como um deus criando uma natureza a sua imagem e semelhança, para que lhe dê credibilidade, “consistência”, para que lhe dê um ambiente “natural”, para que não possa transparecer a verdadeira realidade como nos fala vianinha no intróito desse artigo. como também nos falam chico buarque e ruy guerra conforme a metáfora do personagem criado. calabar é um assunto encerrado. porque o que importa não é a verdade intrínseca das coisas. mas a maneira como elas vão ser contadas ao povo. e quem disser o contrário é comunista e fim. vai se haver com o estado. como é que pode ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por isso o pinxinguinha está aí. os mambembes estão aí, inclusive inseridos, aqui e acolá, por descuido ou sabe-se lá por quê, com alguns irriquietos membros da classe artística brasileira. mas o mais inquietante, o discurso – agora discursivo – musical do gonzaguinha, fotografia muitas vezes bem tirada, ou o original em terceira dimensão ? a arte se nos aparece como meio de pensar a realidade. por mais objetiva e contundente tem uma “direticidade” indireta na medida que colhe do real. é meio e não fim. e só um processo didático muito intenso pode torná-la, numa sociedade de massa e informações camuflada, contudente. questão de código.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;além disso, o marketing também tem produzido seus artigos inflamáveis e o próprio sistema desenvolveu com mais eficácia sua antropofagiazinha com uma estratégia sutil – ou se não na porrada! – e sistemática eficiente de arregimentação, contrôle e re-arranjo dos “explosivos”, toleráveis que convém estar perto. nada mais cômodo tê-los por perto para um possível caso de incêndio. uma luta frontal com dragões só aumenta em dôbro a sua força. não se pode deixar o fio esticar, é um princípio fundamental. isso é o famoso banho-maria. quem aguenta um tempo acostuma-se com o calor da panela e estabelece um equilíbrio desejável até que o processo inevitável da história faça suas mutações. para quem estava lá em cima foi bom enquanto durou. embaixo … &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cr$ 1 milhão foram investidos por parte das autoridades locais em hospedagem e alimentação— e esses teatros totalmente desaparelhados ? além do desvêlo incomum de acompanhar pessoalmente o desenrolar dos shows e inclusive impedir aproximações indesejáveis, missão cumprida com eficácia por um dos funcionários do departamento de cultura para lá destacado. ah! se fosses show daqui.aliás, show local é coisa de moleque, bicha, maconheiro e comunista. já criou-se o consenso geral. é necessário urgentemente por parte dos artistas maior atenção e uma ação com muito maior responsabilidade quanto a seus trabalhos. o ciclo vicioso está instaurado. não se tem bom movimento porque a qualidade-quantidade artística é ruim. a qualidade artística é ruim porque havendo pouco público provoca a emigração e desinteresse. a questão é complicada e extrapola a nossos domínios. mais uma consequência da dominação cultural, que inclusive já norteia padrões estéticos não consonantes com a realidade econômico-social pernambucana. o santo de casa que não faz milagre não é uma questão só de provérbio, apesar do karma do recife, que carlos penna filho já constatava ao afirmar: recife é uma ciade escorpião. mata aqueles que a amam. que o digam alceu valença, robertinho do recife, e outros tantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;asté que ponto a quebra do hiato cultural com um direcionamento one way contribuiria para a abertura de mentes e espírito? ou, isso sim, trás três meses de maciça dosagem destrambelhando o espaço cultural e físico, solidificando cada vez mais características explícitas de dominação cultural apoiado por financiamento e regras específicas de atuação. três meses de festança, com marcas deixadas para um período de nove. considerando-se unicamente para efeito deste tópico as “ boas intenções”, que rebento este período de gestão jejuado fará nascer ? e os filhos não tão pródigos assim? que será deles ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a cultura é notório é um dos mais eficientes aparatos ideológicos do estado para conservação dos seus valores no bojo de suas manifestações programadas , sementes adubadas de difusão e legitimação das normas políticas vigentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de qualquer maneira mesmo armados de boas intenções a eficácia e os critérios de tais projetos em relação ao que aparentemente se propôem tem uma objetivação defeituosa e frágil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a partir do próprio critério de participação dos intérpretes e músicos que recebem razoáveis salários. só são convocados os do eixo centro-sul sob a alegação de mesclar um cantor em evidência a um em decadência, o que evidentemente não ocorreu em recife, palco de evidências e decadências e toda sorte de combinações. lá entre eles o processo de escolha gerou quipropós pois um projeto que paga razoáveis salários faz pressupor que o “ carinho” só para os amigos, porque é óbvio que o “pinxinguinha” não é nenhum exército da salvação. o direcionamento do pinxinguinha tem um só sentido. só vem, não vai, como de hábito. por cr$ 15,00 as 18.30 e cr$ 120,00 ou cr$ 60,00 as 21 horas a dominação é a mesma com apenas ligeira alteração do horário, grande no preço, o que não acontece com o público pois. afinal, não é crime mandar o chofer comprar o ingresso e depois comparecer. um pouco de populismo não faz a ninguém e é coisa também de gente bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na verdade, o projeto alcança a um novo extrato sem oportunidade de ir ao teatro, isso em termos concretos, ou continua abrindo(abrigando) por cr$15,00 o mesmo beatiful people costumeiro, também verificado em maioria nas apresentações do teatro do parque ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os músicos que compôem o projeto não fazem parte nem de um grupo dito progressivo dentro da música popular brasileira, representando uma faixa comportada, ou dentro dos cânones permitidos de malcriação. aliás por muito menos ivan lins, que deveria abrir o projeto com nana caymi em virtude de uma única apresentação paralela na universidade da bahia quando o projeto lá se passava foi afastado do mesmo e há quem diga que o projeto quase acaba. o que é bom para o teatro não é bom para a universidade, constata-se. isso teria inclusive gerado a proibição, no período, de shows de alta combustão no planalto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a questão não valida o caráter inflamatório do pinxinguinha, porque além do fato dessa possibilidade ser afastada, muito embora tenhamos em alguns estados noites quentes, não estamos precisando na verdade de inflamação e sim de esclarecimento, pois nossa inflamação passou de vermelhidão a pustemação e quase nos faz perder a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;outra questão que me parece interessante é a da possibilidade de em meio a determinados envoltórios se conseguir superar o ditame da forma para embalar o conteúdo numa incomoda/ação para balanço da platéia. veja-se balanço como balanço e não pulinhos. seria como um distanciamento teatral, contudo com características de fazer percerber de maneira clara as nossas contradições e a razão maior de nosso discurso musical/teatral. a questão me incomoda tanto como articulista, como compositor e homem de teatro. é claro que esta questão “ estranha” não pode ser desenvolvida aqui tal a sua envergadura e profundidade que abarca desde a abordagem filosófico/estética de eco, a discussão da produção cultural no sistema capitalista, matéria deveras prolixa a qual não domino. Mas ela possibilita levantar mais alguns pontos em relação a performance do pixinguinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os discursos estariam se tornando discursivos, o marketing vem produzindo inflamados revolucionários e a repetitividade /redundância de mensagens no jogo incerto da falta de informações diminui o poder de impacto dos recados junto aos sentidos adormecidos pela catequese e por falsos rebates festivos. pergunta-se se o fato de um gonzaguinha – aqui tomado como exemplo mais facilmente reconhecido – vir acoplaldo ao projeto, a seu modo irrequieto e denunciador não seria fato relevante para a formação de uma consciência coletiva ? qual a consciência coletiva do brasileiro ? mais aberta a denúncias ou extro-determinada guiada para os valores dominantes, principalmente o público do pixinguinha ? se fosse o caso de desprezar o aqui já levantado sobre posição da arte como meio e nao fim, teríamos de considerar que em termos de sacudidela da platéia um walter franco, um hermeto paschoal, são muito mais políticos e eficientes insurgindo-se contra uma estética política que já cria seus cânones para não ser criticada. o sistema já se permite folgas o que não significa que haja abertura. neste sentido diz-se que o caráter experimentador virá no projeto vitrines que mesclará um cantor de renome a um novato, o que não significa que ele seja novo. além disso, dentro desse prisma mesmo os experimentadores natos podem cair na redundância/repetitividade, caso do “ faquir da dor”, macalé, que assumiu posições incontestes, como o desafio ao público no festival internacional da canção, em 1969, com gothan city. macalé também veio pelo projeto repetindo um mesmo trabalho, apresentado anteriormente três vezes – nessa cidade. macalé já está sendo incorporado. a metamorfose tem de ser constante para eficácia senão e rapidamente incorporada, que o diga raul seixas que “ parou no dia em que a terra parou”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os artistas da terra ficam numa situação anacrônica. sem financiamento não podem reduzir os custos da produção para melhor operacionalizar suas apresentações, tendo por concorrentes, simones, marlenes, vergueiros, etc, acessíveis aos cr$ 15,00. mas estes mesmo cr$15,00 podem ser pagos por que extrato da população ? evidentemente não é quem ganha salário mínimo, se fosse o caso do projeto ser voltado para outros extratos que não classe média em potencial. com referência a essa mesma classe média, nossas bilheterias já estão registrando as interferências do pixinguinha, principalmente sem o aparato publicitário do mesmo. ou o movimento é tão ruim de qualidade mesmo ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;resta a questão entre muitas outras questões de uma vez tão políticos que fazer certos membros da classe artística envolvidos nessa e noutros ? afora os produtos de marketing há que se ver que mais que nunca não se pode perder terreno e tem de estar de dentro correndo o risco de ser muito mais utilizado do que utilizar. a questão dos artistas tem na sua contradição a raiz econômica, o que explica de maneira singular, kanapa in situation:” vivendo em uma sociedade contraditória, realizando um trabalho improdutivo/produtivo, assalariado, mas não integrado ao modo de produção capitalista, constrangido a elaborar e difundir uma ideologia destinada a perpetuar a exploração de que ele próprio é vítima “. é, é esse vício de comer que nos mata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;obviamente o quadro aqui traçado corre o risco da abordagem simples de quem incompetente – podem guardar a afirmação para a réplica – mas, como farinha pouca, nosso pirão primeiro, ericei os cornos e entrei na dança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com a palavra os sociólogos, e como diz febvre, “ apliquemos o bom método compliquemos o que parece bem simples “.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s. escrito num dia em que a “feijoada” estava cheirando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* departamento de censura às diversões públicas da polícia federal (no original publicamos apenas a sigla, já que era mais conhecida à epoca do que mcdonald´s)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in debate, cultura em pernambuco, publicado no jornal do commércio, no domingo, 1 de outubro de 1978. artigo de página, na contra-capa do caderno C, apresentando celso muniz como jornalista e ator de teatro. o que na verdade eu era.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31135478-115495655969085713?l=hayquetenercojones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/feeds/115495655969085713/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31135478&amp;postID=115495655969085713&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115495655969085713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115495655969085713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/2006/08/pinxinguinha-um-projeto-carinhoso-para.html' title='pinxinguinha: um projeto carinhoso para alguns e sufocante para o resto?'/><author><name>celso muniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10471824648584635403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img131.exs.cx/img131/1483/myface28og.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31135478.post-115401599725625964</id><published>2006-07-27T12:58:00.001-03:00</published><updated>2010-11-05T09:42:51.199-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ricardo coutinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vereadores joão pessoa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homofobia'/><title type='text'>carrascos de si mesmos *</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sou homem. não julgo alheio de mim nada do que é humano. terêncio, 190-150 ac.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;prólogo – o que é mais importante para a construção de uma sociedade estável ? a sexualidade de um homem ou sua coerência política ? caráter e princípios ou sua preferência sexual ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;questões profundas. oscar wilde tinha uma triste, belíssima e contudente razão no de profundis, escrito nas celas da prisão, condenado que foi, na inglaterra dos lordes e sirs, pelo “crime” de afrontar a hipocrisia e viver sua homossexualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;alguns vereadores da câmara municipal de joão pessoa confirmaram tais questões. com virulenta, sórdida e ignominiosa escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ato I – ricardo coutinho, vereador do pt, apresentou requerimento &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“as captandun minorias”&lt;/span&gt; por uma moção de solidariedade. não aos negros, nordestinos ou as mulheres mas aos homossexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;foi o bastante para que o congênere genivaldo fausto, do pfl, colocar fogo nos lençóis e mostrar que cãmara não é cama. e, se fosse, seria de macho. e bota macho nisso. eu disse macho ? leia-se baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que poderia ser vetado ou apoiado de acordo com suas convicções, senão com a elegância que se espera de homens públicos – nós eleitores desejamos isso mais do que qualquer desejo em nossa peregrinação por homens de verdade – transformou-se num grotesco espetáculo de alto-nível-baixo, destacado, distorcido, mas não aprofundado pela imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ricardo, entusiasmado, bem intencionado ou não, vislumbrou a oportunidade de levar a luta do pt em outras frentes, a sexual, terreno minado pelo preconceito e estigmatização, esquecendo-se, no caso, antes e depois, talvez pela míopia política que costuma se abater sobre os próprios, que o grande problema de ser gay – termo julgado politicamente incorreto pelos próprios – é sua condição econômica, o problema de qualquer minoria, o que revela um paradoxo da democracia: a soma das partes é bem menor que o todo. e neste regime as minorias não tem vez. não que eu seja antidemocrático, dos males o menor. mas joão pessoa não é amsterdã, são francisco. onde os homossexuais tem efetivas forças de representação – a luta não para apesar de inúmeras conquistas – e não vivem em guetos. tem restaurantes, farmacias, academias, clínicas, etc, não como esconderijo, mas sim como mostruário da sua importância como segmento economicamente significativo a ponto de existirem produtos e campanhas publicitárias –até de automóveis – específicas para os homossexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a questão é complexa cultural,sócio antropologicamente e economicamente falando. mas daí a cair na chacota,e na baixaria,nos leva dolorosamente a refletir sobre a opção preferencial e cível de quem nos representa na câmara. Se fazem isso publicamente, é de se imaginar o que não fazem em grupelhos, em suas casas, e com suas famílias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ato II - genival que não é nada fausto em suas argumentações, vislumbrou fantasmas freud-reichianos nas intenções e nos andares dos vereadores que disseram sim à moção. segurou os culhões e partiu contra. com aquela desenvoltura que só os machos de sua espécie sabem ter: a da baixaria, da insinuação jocosa, da difamação, do perjúrio. bombardeou a moção com o arrasto dos vereadores à condição de homens de macheza duvidosa, como se isto fosse condição &lt;span style="font-style: italic;"&gt;à priori &lt;/span&gt;para qualificar o requerimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o comportamento truculento de genival fausto, como bem mostram enquetes sociológicas e perfis psicológicos é frequente em machos típicos que à noite buscam travestis não emasculados para equacionar sua dicotomia entre a fascinação de dominar e ser dominado em jogos pra muito além da câmara. como se não bastasse, gabou-se de “ partes grandes “. rogéria, garantem os íntimos, é um desperdício . e  isso não mudou sua alma feminina. dolmancé, personagem de sade- a vida imita a arte – tinha 25 centímetros por oito de diâmetro, e era um passivo insaciável. assim, vale não o tamanho da vara. e sim a mágica que ela faz, garantem os andrologistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;genival poderia discordar. até veementemente, de acordo com seus princípios existencias. mas tem a obrigação de respeitar o primado político das posições dessemelhantes entre os iguais. mas qual o quê. o homem é macho. e macho é assim mesmo, ou não é ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ato III – se causa espanto ? a reação de genivaldo fausto, o que dizer do vereador marco antônio, que quis pretenciosamente substituir robert redford – sem o milhão de dólares – com uma proposta indecente, respondendo na mesma moeda ideológica do opositor – a da baxaria e do desrespeito ao mínimo senso de decência em nome do qual arvoram-se – marco antônio bem que poderia ser o romano mas não. enveredou, imberbe, pela posição muito macho, concitando, a quem duvida de tal macheza, a emprestar-lhe suas mulheres para ouvir após noite dormida seus depoimentos insuspeitos sobre sua gaboleada condição(deveria então dormir com o genivaldo). ejaculação precoce, marco antônio. homossexuais fazem muito sucesso entre as mulheres, talvez porque não tão afoitos, respeitam o tempo feminino, proporcionando-lhes orgasmos múltiplos, coisa que mulher de muito macho não desconfia de ser possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;epílogo – do restante das argumentações, até a do sou casado, como se homossexuais não casassem(inter e intra matrimônios) salvou-se a posição de trocolli júnior, menos truculenta, escorado no humor, pelo menos no episódio, porque se não verticalizou a questão, não baixou ainda mais o nível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da peça fica – não a temática da qual se aproveitam oportunistas para perpetuar ainda mais a ignorância, o preconceito, a dominância, de um povo perdido nesta fase suja – como políticos, numa fase tão miseravelmente degradante da vida política do pais – e do estado – se prestam para tais papéis ? talvez porque são políticos mesmo precisando de um voto de solidariedade principalmente nas urnas, que logo estarão abertas a uma minoria – que não interessa sua preferência sexual. é melhor um homossexual feliz, do que um desencontrado a cometer estupros e sexídios, com adultos e crianças – minoria esta que saiba honrar o voto do eleitor que espera que tais vereadores compareçam a câmara para quebrar, isto sim, a imensa cadeia de preconceito contra a honestidade, a inteligência, a determinação em lutar contra o descalabro em que está mergulhada a sociedade brasileira, sem opção alguma, senão a de assistir a este triste espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;carrascos de outrem. carrascos de sí mesmos, estes vereadores.&lt;br /&gt;eu não sou. mas quem não é ?&lt;br /&gt;ecoa na câmara de vereadores de joão pessoa o fantasma da sexualidade de profundis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*publicado no correio da paraiba, em 22 de junho de 1993, sob a rubrica crítica de cultura e idéias. texto integral, conforme original, salvo correções de erros cacográficos.&lt;br /&gt;ricardo coutinho é hoje prefeito de joão pessoa pelo pt(em 2010, foi eleito governador pelo psb). genivaldo, não sabemos se teve carreita fausta ou se marco antônio foi para holiúdi.&lt;br /&gt;o presente texto, conforme mapa editorial, inicia uma série entitulada “unhas e dentes”, que posteriormente será publicada como livro, juntamente com textos jornalísticos atuais. os textos trazem a marca do jornalismo de intervenção num tempo em que cabeça de jornalista tinha como cotonete baioneta. seja pela pressão da ditadura. seja pela pressão do coronelismo de asfalto que ainda hoje faz vítimas nordeste afora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31135478-115401599725625964?l=hayquetenercojones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/feeds/115401599725625964/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31135478&amp;postID=115401599725625964&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115401599725625964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115401599725625964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/2006/07/carrascos-de-si-mesmos.html' title='carrascos de si mesmos *'/><author><name>celso muniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10471824648584635403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img131.exs.cx/img131/1483/myface28og.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31135478.post-115401588610167468</id><published>2006-07-27T12:56:00.001-03:00</published><updated>2010-11-05T09:48:56.488-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alagamar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bombas de gás'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='secertário de segurnaça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paraíba'/><title type='text'>8.513.000 km2</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;basta a cada dia, sua pena. mateus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;gente é pra brilhar e não pra morrer de fome. caetano veloso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e praza a deus que o triste e duro fado de tamanho desastre se contente; que sempre um grande mal inopinado é mais do que espera a incauta gente. camões, écloga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8.513.000 km2. aprendi que é esta a extensão terr(a)itorial do brasil. aprendi também que nosso país é um dos maiores do mundo e que aqui, se plantando tudo dá. graças as benesses da mãe natureza. tudo isso incutido no nacionalismo xenófobo que nos é pasteurizado desde a primária educação ideológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;primária, porém eficiente, que destrambelha o raciocínio de tantos da raça tupiniquim, que bem poderiam ser outros que não dedos-duro, pró-castradores e assassinos de bom soldo. cerqueira leite o disse muito bem, quando resgistrou que, no brasil, o entreguismo já foi oficializado. bom dia entreguistas! nos encontraremos logo mais no inferno, diria cocteau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;recrudesce a violência em alagamar e similares. sim, similares, porque de cabo a rabo deste país, as questões agrárias imprensam cornos de governantes e ventre dos rurais contra o arame farpado que é desmantelar a herança latifundiária dessa colônia. colônia novamente, quando a preço de banana, multinacionais já vão com um terço da amazônia, pará e mato grosso(os dois) no colete do, ainda legítimo brins ingleses? com os quais se manifesta nossa diplomacia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nada mais sagrado para o homem do que a terra. porque a terra significa a sobrevivência do corpo e do espírito. para além da reificação da paternidade maior do barro, o sal da terra traz no ventre o ciclo final do seu mesmo cio. a terra é essencial tanto para que brote a vida, como para que nela se recolha a morte, qualquer que seja a crença de transmigração de almas. da terra pois precisa o homem para viver e morrer. e por causa dela ainda continuam morrendo de susto, bala ou vício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;morte física e espirititual, e o que é pior, pela morte torturante da pressão avassaladora, de doer os olhos no latifúndio que empestilenta a terra com gérmens de uma criação pária ou a estereliza impedindo sua ocupação para dar de comer a quem tem fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas a violência explode física, espiritualmente e também intelectualmente longe-perto dos homens que naõ tem o cheiro do sêmem da terra nas mãos. esses pruridos intelectuais são a covardia disseminada numa safra de homens que, sem calos nas mãos de enxada, ou outra arma qualquer, que não seja o eufemismo da pena jornalística,tão comprometidos com o pesos dos tempos, se envergam se engasgam e findam tuberculosos numa repartição pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;falando da violência intelectual, nada mais violento do que o modo de justificativa grotesco do poder, quando está encalacrado, apesar de todas as falcatruas que são facultadas para a mimese, e é suplantado pela realidade, que explode num rastro de sangue que mancha sua casimira santa ou no ar estupefato e morimbundo de uma família que não entede o mecanismo do gás lacrimogênio quando ela já tem tanto porque chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o senhor secretário de segurança pública é um atentado à mediocridade que se preze. repete a toda hora que a paraíba é “ um mar de tranquilidade “ (talvez fosse, sem ele!) descamba para o inverossímil, atribuindo a onda de violência que assola a sociedade brasileira e paraibana a medusa televisiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;entretanto, a tirada maior antes as ações despropositadas de violência em alagamar é o desfraldar da bandeira tê-efe-tepista, confissão indisfarçável de sua falta de tato e habilidade para com ações e microfones, atribuindo como moto da igreja, o marximismo-leninismo, rumo a américa latina. decididamente só mesmo o diletantismo chinfrim permite alguém ir de “ le petit principe” a marx e lenine com tanta audácia, ignorando variáveis diretas e indiretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;disse o senhor secretário, que as ideologias estrangeiras devem ficar lá fora, pois as questões daqui devem ser resolvidas com uma ideologia nacionalista. mas, desde quando, o feudismo, o latifundarismo, o capitalismo, são ideologias autóctones ? antes fosse o caso, para puxar a clava do equilíbrio, elemento democrático ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;continuando a semana o articulista abelardo jurema esta semana fez o apanágio do senhor governador, afirmando que ele vem se firmando a cada dia que passa. eu já acho que, com o staff que ele tem, que mais parece uma centopéia baleada(tanto é que as reformas estão aí no secretariado) se ele não se cuida acabam lhe aprontando uma cama de gato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;falando nisso, outra gafe da semana, muito bem aproveitada por d.josé maria pires, que vem se revelando articulista de verve insuperável ante as trelouquices do poder, fosse a hora de aplauso e não de correrias, foi cometida pelo senhor secretário de comunicação social.&lt;br /&gt;o senhor carlos roberto, no melhor estilo diplomacia de tamborete, com sua nota publicada com o fito de resfriamento do causo em pauta, tentou interromper as ebulições de alagamar, procurando salvar a barra de seu patrão maior, dirigindo a opinião pública aos caminhos do bem senso e do sentido prático da realidade. ensaiava ainda que o senhor burity já havia tomado todas as medidas ao seu alcance para resolver a questão, questão difícil de ser resolvida de uma hora para outra.tanto não foi assim que o governador virou notícia no sul do país( e só assim a paraíba tem virado notícia) acorrendo do seu posto que é governar(elaborar programas e fazê-los cumprir, e não ir pessoalmente cumprir)(imagine a capa que isso daria pra o pasquim e o enfim)(mais uma vez provado nosso sub-desenvolvimento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;contra argumento há fatos. o menor bom senso não jogaria bombas de gás em colonos depauperados e seus familiares. bombas de gás é coisa pras cidades em tempos de 68 ô da polícia! se era pra fazer o serviço, o bom senso, se vocês tivessem, teria indicado outros métodos, mais eficazes e muito menos espalhafatosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;entretanto, eu sou um conciliador. quero acreditar no bom senso e no sentido prático da realidade, somando a isso a natureza pura da matemática com sua filosofia. 8.513.000km2, é terra pra cacete. não há necessidade de massacres para fazer render a terra(em quantidade de distribuição tão apertada para tantos colonos). se continua esta política, vai haver muita terra pros colonos em cima, quando eles estiverem todos enterrados em baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é este o bom senso da justiça? apenas sete palmos de terra? dada após espremida ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;texto integral publicado na página editorial de o norte, na segunda 07 de janeiro de 1980, urdido naquelas tardes de domingo, na praia da redação, vestindo calção de secretário do jornal, sem salva vidas, em meio aos tubarões que, na mesma segunda, cortariam minha cabeça. ainda assim como a gente se divertia dando bunda canastra em meio as baionetas do poder embriagados que estávamos pela cachaça do jornalismo combatente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31135478-115401588610167468?l=hayquetenercojones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/feeds/115401588610167468/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31135478&amp;postID=115401588610167468&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115401588610167468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115401588610167468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/2006/07/8513000-km2.html' title='8.513.000 km2'/><author><name>celso muniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10471824648584635403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img131.exs.cx/img131/1483/myface28og.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31135478.post-115308055811061688</id><published>2006-07-16T17:05:00.001-03:00</published><updated>2010-11-05T09:59:00.625-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cassio cunha lima'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ronaldo cunha lima'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='burity'/><title type='text'>incidente no gulliver. manchete à sua altura ?</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a honra, é objetivamente, a opinião dos outros acerca do nosso valor e, subjetivamente, o nosso medo desta opinião. schopenhauer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como se suja o homem que lava a honra em sangue. mário da silva brito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as pessoas decentes não precisam de honra. solfocleto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sexta-feira fatídica, marcada por uma tentativa de assassinato.&lt;br /&gt;sábado malévolo, marcado pela consumação de outro. arma ? manchete de a união: incidente leva ronaldo a se licenciar do cargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de quantas maneiras se pode mesmo matar um homem ? a frase é de brecht, com quem aprendi também o conceito de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;verfrendung&lt;/span&gt; (distanciamento)  que fora do jogo teatral acompanha-me no jogo da vida e da morte. e a ela recorro, quase à exaustão, para cindir o óbvio e o obtuso, sem pistola, apenas com as armas do intelecto, ofício praticado em tom blasé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sob prisma sociológico-semiológico, manchete e gulliver, permitem interpretação marxista-barthesiana- mitologias- sobre modos dialéticos descritos fabulosamente por swift, nas sagas do viajante ante as grandezas e pequenezas humanas, nem sempre correspondentes a altura, tese e antítese, ânsia infernal de síntese cuja sede embriaga. não vou derivar a tanto. salve-se quem puder, porque hoje, o alvo é outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pois bem. de dar tiro- e levar – ninguém está livre. ó tempo! ó costumes! por isso o franco&lt;br /&gt;atirador não vai acionar sua metralhadora giratória sobre o fato dissecado – e de forma bem plural – por evandro nóbrega, carlos roberto de oliveira, e arthur gadelha. mas o estrondo da manchete ainda ribomba nos ouvidos de quem tem vergonha na cara e mínimo critério profissional que não esteja comprometido com o courvert do gulliver. tentativa de assassinato é tentativa de assassinato. não importam os motivos. e quando um jornal transforma isso em incidente(sic) “eufemismo hiperbolizado”alicerçado por editorial marrom que ocupa 2/3 de página em defesa da honra, não dá pra calar. porque calar é compactuar com este tipo de achatamento do caráter e da dignidade esculpido por quem tanto defende a honra. aliás, a defesa da honra é tiro pela culatra, recurso torpe, sempre ligado ao mais traçoeiros, hediondos e bárbaros crimes. nenhum foca esclarecido o invocaria, portanto. mas ronaldo, sempre teve uma horda de assessores e cavaleiros errantes, que sob o prisma de gulliver, são gigantes na gula e anões na inteligência e no caráter. isso até na hora de concatenar a estratégia do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;megarensiun&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lachrymae&lt;/span&gt;, pós-concebida para abafar acenos do atirador insano ?.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da manchete ao editorial, passando pelos artigos de djacy andrade e nelson coelho, tivemos uma saraivada de estampidos que agridem o mais parco intelecto – como se já não bastassem tantos motivos para atrofiá-lo – e a mais tosca sensibilidade, diante do sarrabulho – a horda gosta de mesas fartas – cujo tempero é típico de escribas deluzidos. em nome da honra pessoal escreveu-se, à soldo barato, a lição do cala bôca, para que fatos iguais não se repitam(ameaça do editorial), repetido no artigo de djacy andrade, que ainda corrobora a praticidade de bala para lavar a honra da família(que estes senhores devem ter muito frágeis a ponto de precisar de revólver para defendê-la). aliás, cássio já é um meninão bem crescidinho. ele mesmo deve defender-se, resolver-se, pois já tem carteira de habilitação para isso, menos para dar tiros, por favor, que já basta um atirador desastrado na família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;este não é o raciocínio de nelson coelho que esgarçou sub-conscientes, pois pra sí “ o chefe de família é o líder, o comandante, o ídolo, e o espelho, cujos reflexos acompanham a vida dos filhos pela existência inteira”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pessoalmente, lamento pelos filhos de quem fez/permitiu tal manchete, tal editorial, tais tiros, e que destinos mais benfazejos venham a quebrar tais espelhos provocando a libertação biológica de tais imagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;completando o trágico fim-de-semana – o que os teus fazem de tí pequenina – a coluna informe, no correio, em gorjeta(não se pode chamar aquilo de nota) aceita por espírito de corpo camaleão, registrava que o superintendente nonato guedes e o editor fernando moura viveram na noite de sexta uma das missões mais difícéis de cada um. este é o discurso típico de homens acovardados que trocam a consciência profissional pelo valor das prestações que não podem pagar, apegando as suas bundas a cargos mantidos para além da força da gravidade. quem tem realmente consciência das implicações do acontecido, limpa as gavetas, publica o fato e vai embora. se voltar terá conquistado o respeito dos amigos e inimigos. não foi o caso. e vamos para o “lá veritá”, fazer um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mea culpa&lt;/span&gt; que não se priva dos acepipes. foi este o fim-de-noite dos desesperados ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para quem não sabe a união foi o primeiro jornal onde pus os pés na paraiba. tempos em que o máximo que queríamos(rênio, sílvio osias,formiga) era um milk-shake na lanchonete do bompreço da joão machado. durou pouco, uma semana? gonzaga rodrigues, proposta de agnaldo almeida, hesitava em me ver na chefia de reportagem. eu, queria a secretaria de redação, ocupada por arlindo almeida. gonzaga não topou. um dos seus acertos. sem piadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoalmente, vinha acompanhando o trabalho de nonato frente a união. Inegavelmente, vinha melhorando. sumiram as excessivas menções ao nome do governador na primeira página. princípios de segmentação e esboçados em novas colunas entregues a colunistas polêmicos. a diagramação ainda claudicante não comprometia. faltava mexer no colunismo social social que pecava por ter duas colunas: uma com excessos. outra, com faltas. só a propaganda do produto continuava uma merda. o saldo geral era bom para a excrescência que é um jornal do estado. mas, já que existe, não tinha porque ser puxa-saco, pouco inteligente. devia ser profissional, principalmente no caso da atual administração que tem uma das piores comunicações governamentais que se conhece. só que a união, infelizmente, ou felizmente, não resistiu a três tiros. e estampou em sua fachada centenária seu atestado de óbito enquanto jornal que não preza a acribiologia. a mesma cerimônia velamos quem isto permitiu, apesar de continuar vivos e bem dispostos a cometer, tantas vezes quanto forem necessárias, assassinato da postura profissional em nome de um “ certo profissionalismo” que se enebria em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;over-doses&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o episódio ressucitou balzac: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“ essa bonomia aparente que seduz os recém-chegados e não pede traição alguma, que se permite e justifica tudo, que se queixa em voz alta de uma ferida e a perdoa, é um dos caracteres distintivos do jornalista. essa “camaradagem” corrói as mais belas almas, enferruja-lhes o orgulho e mata o princípio das grandes obras consagrando a covardia do espírito &lt;/span&gt;“. isso vale para marcos tavares, pelo segundo tiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;devo ter autoridade para escrever o que escrevo. 1980. o norte. bombas de gás lacrimogênio em punhado de camponeses e crianças. governo burity. secretário de comunicação social social, carlos roberto. secretário de segurança, luís bronzeado. carlos roberto traz a nota do governo, clamando pelo bom senso. não pestanejei. publiquei a nota do governo e o 8.513.000km2, artigo anti-latifúndio, anti-governista, sem tréguas. o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;day-after &lt;/span&gt;foi uma reunião de cúpula com o secretário de segurança, mais alvejado – e nem por isso me deu ou mandou dar um tiro – para no fim da tarde marconi góes anunciar minha “substituição”. fiquei quites com minha consciência. o jornal com seus interesses(faz parte do jogo). e cada um na sua. mas teve ainda quem atribuísse ao combate sexual da juventude, publicado no quem-me-quer, na melhor estética gabeira da época, escrito uma semana antes, a causa possível da minha demissão. coisas do espírito de corpo às avessas. acontece. existem muitos luízes otávios por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o tempo passou. eu continuo de bem comigo mesmo. como diz shaw,&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; “ quem não for um revolucionário ao vinte, certamente será um canalha aos quarenta “&lt;/span&gt;. estou nos estertores dos trinta. posso ler e adaptar casti: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“ il piacere di azzar la testa tutto l ´anno é ben pagato da certi quarti d´ora che bisogna passar “&lt;/span&gt;( o prazer de levar a cabeça levantada durante todo o ano é bem pago com alguns quartos de hora que é precis passar) fora das "sextas da  adega “.(quem paga minhas contas sou eu, não o contribuinte).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vão atirar em mim também ? com certeza. de quantas maneiras se pode mesmo matar – ou tentar – um homem ?&lt;br /&gt;pelas páginas de a união burity saberá dizê-lo ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(texto integral publicado em o norte, em 11 de novembro de 1993).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(gulliver, durante algum tempo, restaurante da moda frequentado por políticos e classe-dominante-sem-classe- da paraíba. adega do alfredo, idem.&lt;br /&gt;no gulliver o então governador da paraíba, poetastro ronaldo cunha lima, disparou três tiros em tarcísio burity ex-governador do estado;em nome da defesa do filho, cassio cunha lima, que mais tarde viria também a ser governador, confirmando a desonra de um grupo que isquemizou o estado durante anos e anos(ficha suja em 2010). o acontecido deu-se por supostas ofensas feitas por burity em entrevista dada a rádio local. ronaldo, disse que agiu, antes de tudo como pai, em defesa de um filho já sufragado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tarcisio sobreviveu e antes de morrer perdoaria a ronaldo cunha lima, que naquele ano seria galardoado com o prêmio de melhor poeta do estado. cunha lima nunca foi a julgamento acobertado pelo corporativismo de um senado, elegeu-se senador – e de uma câmara – que nunca deixaram de feder, como se vê até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na época, diretor de criação associado do grupo criativo de atendimento em propaganda e marketing – GCA –, agência que batizei e fundei na paraíba, disparei o artigo que provocou erizipela nos sócios preocupados com a empresa, de olho grande que estavam nas contas do governo, dominado pelos tentáculos do grupo ligado aos cunha lima.&lt;br /&gt;pensei cá comigo, pensei à época— mas que diabos! ou se é publicitário ou um rato, se bem que hoje tá quase tudo a mesma coisa.&lt;br /&gt;e ratazana é que não sou. falava e ainda mais alto o jornalista e o cidadão indignado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31135478-115308055811061688?l=hayquetenercojones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/feeds/115308055811061688/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31135478&amp;postID=115308055811061688&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115308055811061688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115308055811061688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/2006/07/incidente-no-gulliver-manchete-sua.html' title='incidente no gulliver. manchete à sua altura ?'/><author><name>celso muniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10471824648584635403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img131.exs.cx/img131/1483/myface28og.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31135478.post-115290180279067870</id><published>2006-07-14T15:19:00.000-03:00</published><updated>2006-08-19T00:08:00.116-03:00</updated><title type='text'>outsider forever</title><content type='html'>não vou me adaptar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31135478-115290180279067870?l=hayquetenercojones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/feeds/115290180279067870/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31135478&amp;postID=115290180279067870&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115290180279067870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31135478/posts/default/115290180279067870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hayquetenercojones.blogspot.com/2006/07/outsider-forever.html' title='outsider forever'/><author><name>celso muniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10471824648584635403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img131.exs.cx/img131/1483/myface28og.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
